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Hospital da Catumbela faz exames médico-legais

Jesus Silva | Lobito

O Hospital da Polícia Nacional na Catumbela tem capacidade para fazer exames médico-legais que permitem ajudar os agentes de investigação criminal e o Ministério Público a esclarecer casos de mortes em que se desconhecem as causas ou há dúvidas da existência de crimes, informou Jorge Crisóstomo, director daquela unidade hospitalar.

Director do hospital da PN dando explicações detalhadas ao Comandante Geral Ambrósio de Lemos sobre o funcionamento da unidade
Fotografia: Jesus Silva | Benguela

O Hospital da Polícia Nacional na Catumbela tem capacidade para fazer exames médico-legais que permitem ajudar os agentes de investigação criminal e o Ministério Público a esclarecer casos de mortes em que se desconhecem as causas ou há dúvidas da existência de crimes, informou Jorge Crisóstomo, director daquela unidade hospitalar.
O hospital da Polícia Nacional tem uma morgue para conservar 16 corpos, casa mortuária e uma sala de autópsias.
“Os agentes recolhem regularmente cadáveres na via pública, principalmente no período nocturno, nos bairros suburbanos e nas bermas das estradas. É preciso esclarecer se essas mortes são naturais ou há culpados.
No caso de estarmos perante homicídios é preciso agir para que os autores dos crimes não fiquem impunes e prontos para praticar outros” salientou Jorge Crisóstomo.
O director do hospital fez estas declarações durante a visita do comandante geral da Polícia Nacional, Ambrósio de Lemos.
 E revelou que a direcção do hospital pretende dar seguimento às obras de ampliação e modernização que já começaram, de forma a internar mais pacientes e prestar serviços de melhor qualidade.
 As antigas infra-estruturas já não se coadunavam com as necessidades actuais.
Um dos objectivos da visita de Ambrósio de Lemos à província de Benguela foi para verificar como decorrem as obras e acelerar o processo, para que os trabalhos sejam concluídos o mais rapidamente possível.
O Hospital da Polícia Nacional na Catumbela tem capacidade para 45 internamentos. Recebe doentes oriundos de vários municípios e comunas da província com doenças complicadas, que carecem de cuidados especiais, maioritariamente, quadros da Polícia Nacional, familiares e outros cidadãos que preferem ser tratados naquela unidade, tendo em conta o prestígio que já conquistou pelos serviços que tem vindo a prestar na região.

Institutos de formação

O Instituto Médio de Ciências Policiais (IMCP) começou a ser a erguido em 2007no município da Baía Farta e já foi concluída a primeira fase. Tem seis salas com capacidade para 180 estudantes e quatro dormitórios, para albergar 56 alunos cada, um edifício onde vai funcionar a área administrativa, um posto médico, uma casa com oito quartos para professores e um refeitório.
O director do projecto, Xia Yi Hua, informou que a segunda fase, iniciada em 2010 e que também está em fase de conclusão, inclui uma via de acesso asfaltada, arruamentos, a casa do gerador e instalações para a guarnição que protege as instalações. As aulas começam no início de 2012.
Xia Hua informou ainda que a terceira fase do projecto inclui salas de reuniões, anfiteatro, casa do director e do médico, campos para a prática de modalidades desportivas e espaços de lazer.
No município da Baía Farta está a ser erguida a Escola Nacional dos Bombeiros, que forma quadros oriundos de todas as regiões do país. O projecto prevê que a instituição sirva para a formação de quadros da África Austral. Ambrósio de Lemos confirmou que o instituto, actualmente a funcionar em Luanda, vai ser transferido para a Baia Farta logo que as instalações estejam concluídas.
Na sua deslocação ao interior da província, o comandante geral da Polícia Nacional visitou a comuna do Passe, onde foi recebido pela administradora local, Joaninha Aurora António, agentes da polícia, autoridades tradicionais e população, com cânticos e danças tradicionais.
A administradora da comuna do Passe pediu o reforço dos agentes da Polícia Nacional e que sejam dotados com mais meios de transporte. A comuna do Passe fica situada a 30 quilómetros do município do Bocoio.
Tem oito povoações e 27 aldeias o que totaliza 35 localidades habitadas com uma população superior a 24 mil habitantes quwe se dedicam predominantemente à pecuária. A comuna beneficiou do Projecto Água para Todos, com a instalação de um sistema de distribuição. Foi construído de raiz um novo bloco administrativo que compreende a administração comunal, residência da administradora e seu adjunto e a casa protocolar. O sector da Educação foi reforçado com seis novas salas.
A população do Passe beneficiou também de um chafariz, balneários públicos e um posto policial. Foi ainda erguida a casa para o chefe do posto, uma escola de formação de técnicos sanitários para o gado e residência para os técnicos, um jango comunitário e a reabilitação do antigo posto administrativo.

Cubal do Lumbo
 
Na comuna do Cubal do Lumbo, o comandante geral da Polícia Nacional visitou o novo bloco administrativo e o posto policial, em fase de conclusão. Esteve ainda no antigo posto policial da comuna.
No Bocoio, Ambrósio de Lemos visitou o comando local, trocou impressões com os efectivos e informou-os das missões que devem desempenhar para que as próximas eleições decorram num clima de tranquilidade e civismo.
 “Vocês têm a missão de manter a calma e tranquilidade no município e evitar actos de vandalismo, distúrbios, e acções que perturbem a segurança e a tranquilidade das populações”, salientou.
Deolinda Tchocondoca Valiangula, administradora municipal do Bocoio, recordou que o município é dos maiores da província, estando em primeiro lugar o Chongorói, seguindo-se a Baia
 Farta e posteriormente o Bocoio.  “Isto implica que a polícia esteja presente em todas as localidades. Nós temos 300 aldeias, 46 povoações e deparamo-nos com muitos problemas para fazer a cobertura policial do município”, revelou. “Com as novas infra-estruturas policiais vamos melhorar a segurança no município” concluiu.

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