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Hospital Geral do Lobito necessita de mais espaço

Jesus Silva | Lobito

O Hospital Geral do Lobito está a enfrentar grandes problemas para suportar a procura de doentes que todos os dias acorrem à unidade clínica da província de Benguela.

O município do Lobito precisa de mais centros médicos e de postos de saúde para descongestionar o Hospital Geral
Fotografia: Jornal de Angola

O Hospital Geral do Lobito está a enfrentar grandes problemas para suportar a procura de doentes que todos os dias acorrem à unidade clínica da província de Benguela. O director do hospital, Paulo Cachimbombo, reconheceu que o afluxo de doentes nas áreas de ortopedia, ginecologia, obstétrica e pediatria tem diminuído a capacidade da unidade, principalmente em termos de camas.
O responsável disse ser necessário construir-se um novo edifício, com melhores condições, para os serviços de pediatria, ginecologia e ortopedia, devido ao crescimento demográfico do município e à a­bertura de novas rodovias. O município do Lobito tem uma população estimada em cerca de um milhão de habitantes.
Na área da maternidade, por exemplo, são feitos, em média, 25 partos por dia, quando a sala de pós-parto só tem capacidade para 15 internamentos. “Quando temos casos de cesarianas, em que a doente precisa de entre uma e duas semanas para sarar a cicatriz, a situação torna-se complicada”, disse Paulo Cachimbombo.
No período diurno, as unidades sanitárias das comunas e os centros do bairro 27 de Março, São João e o Alto Liro têm sido uma mais-valia no atendimento de serviços de parto, disse Paulo Cachimbombo, a­crescentando que a proposta para a construção do novo edifício já foi entregue à Direcção Provincial da Saúde, que encaminhou o processo ao governo local, esperando-se a aprovação ainda este ano.
No espaço reservado à construção da unidade, adiantou o responsável, surgiu uma nova proposta para a construção de um centro de hemodiálise, cujos trabalhos de vedação já tiveram início.
Esta unidade tem recebido pacientes das localidades do Biópio, Culango, Hanha do Norte, Egipto Praia, Canjala, Bocoio,  Balombo e da província do Kwanza-Sul.
Outra preocupação do responsável tem a ver com a área de especialidades, onde só existem médicos de nacionalidade russa e cubana, que, quando saem em férias, normalmente excedem os 30 dias, causando vários transtornos à escala de serviço.

Capacidade hospitalar

Paulo Cachimbombo afirmou que o Hospital Geral do Lobito conta com 500 camas, distribuídas pelos serviços de medicina, cirurgia, cuidados intensivos, obstetrícia e  ginecologia. Sobre os médicos, a unidade conta com cirurgiões, gineco-obstetras, anestesistas, ortopedistas, neurologista, dermatologista, clínico geral, urologista, hematologista e pediatras.
O hospital tem técnicos que, nos últimos anos, estão empenhados em aumentar os conhecimentos académicos e profissionais nas áreas da enfermagem, fisioterapia, psicologia e análises clínicas.
“Muitos já estão a defender as teses”, regozijou-se. A área de pediatria do Hospital Geral do Lobito tem um défice de médicos nacionais, uma vez que quatro dos especialistas que aí funcionavam estão a especializar-se em Luanda, Benguela e na Itália. Mais de 100 doentes são atendidos, todos os dias, na pediatria, por dois médicos.

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