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Humanismo de enfermeiros foi elogiado em Baixo Pundo

Jesus Silva | Lobito

Um grupo de técnicos de enfermagem, que trabalha há alguns meses sem auferir salários, está a dar uma grande lição de profissionalismo e humanismo ao continuar a exercer a actividade na povoação de Baixo Pundo, reconheceu ontem o administrador municipal do Lobito, na província de Benguela.

Alberto N’gongo elogiou o gesto solidário dos enfermeiros do Culango, que, apesar das dificuldades continuam a pôr em prática a sua técnica, habilidades e profissionalismo, sem nunca terem abandonado o seu posto de trabalho, enquanto aguardam a realização do concurso público, para serem devidamente enquadrados.
O novo administrador do Lobito falava no termo de uma jornada de campo à localidade de Culango, para se inteirar junto das autoridades e da população dos problemas que mais afligem as comunidades.
Na visita, o administrador soube que alguns professores se têm furtado das suas responsabilidades, principalmente ficando ausentes das salas de aulas por vários dias, sem motivos justificáveis.
Esta atitude foi duramente criticada pelo administrador Alberto N’gongo, tendo exortado os pais, encarregados de educação e os próprios alunos a fiscalizarem mais a actividade dos professores, para que os mesmos sejam punidos.
O administrador de Culango, Luciano Segunda, revelou que cerca de 500 crianças, que se encontram ainda fora do sistema normal de ensino e aprendizagem, vão ser absorvidas com a entrada em funcionamento de seis salas de aulas, adstritas à escola do I ciclo.
As obras de construção da escola do ensino primário, acrescentou, estão em fase de conclusão, devendo entrar em funcionamento no próximo ano lectivo.
Na localidade do Culango, o administrador Alberto N’gongo visitou ainda o espaço onde está a ser erguida a nova penitenciária do município do Lobito.
A unidade penitenciária vai ter uma maior capacidade para albergar reclusos e dar melhores condições de acomodamento aos presos.
Na fazenda Umba, uma das com maior referência a nível da povoação, o administrador Alberto N’gongo constatou que a mesma tem falta de técnicos agrários.
O administrador exortou os proprietários da fazenda e os camponeses dos vastos campos agrícolas a pautarem pela melhoria da qualidade e aumento da produção de hortícolas e frutícolas.
O aumento da produção vai facilitar a aquisição de produtos localmente e encher outros mercados, assim como atrair mais compradores, principalmente os que circulam pela Estrada Nacional nº100, que liga Lobito, Sumbe e Luanda.

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