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Kaenda precisa de escolas e professores

Jesus Silva | Lobito

A povoação da Kaenda, município do Lobito, província de Benguela, necessita de pelo menos 40 professores para poder inserir no sistema de ensino mais de mil crianças, soube o Jornal de Angola junto do administrador local, Fernando Bingo.

A povoação da Kaenda, município do Lobito, província de Benguela, necessita de pelo menos 40 professores para poder inserir no sistema de ensino mais de mil crianças, soube o Jornal de Angola junto do administrador local, Fernando Bingo.
O responsável acrescentou que estão apenas disponíveis dois professores efectivos e cinco estagiários, para um universo de 532 alunos do I ciclo. O administrador disse ser necessária também a construção de mais seis escolas.
Fernando Bingo sublinhou ainda que a povoação, que faz parte da comuna da Canjala, precisa de um posto médico, enfermeiros e pessoal de apoio, instrumentos agrícolas e água canalizada.
O administrador municipal do Lobito, Amaro Ricardo, referiu que algumas das preocupações da Kaenda já constam das acções a serem solucionadas, como o abastecimento de água potável, com a instalação de um mini-sistema de captação.
Acrescentou que, no quadro do programa “Água para Todos”, um sistema de captação está a ser construído a partir do rio Balombo, enquanto o tratamento vai ser feito na subestação do bairro N’gangula. 
A água é, depois, bombeada para um tanque aéreo com capacidade para 80 mil litros, que alimenta o centro administrativo da Canjala, alguns bairros, bem como o mercado informal da localidade.
Saúde e agricultura
Quanto à assistência médica e medicamentosa, o administrador informou que a povoação tem sido contemplada no programa “médicos das comunidades”, que efectuam de forma regular testes de malária, HIV-Sida, diabetes, tensão arterial e fazem a distribuição de medicamentos.
Sublinhou que o núcleo da Canjala está “bem servido”, embora alguns bairros precisem ainda de tratamento. Amaro Ricardo explicou que a administração do Lobito vai disponibilizar quatro milhões de kwanzas para a reabilitação da vala do Cuvelo, de modo a atenuar os prejuízos decorrentes de estiagens, como a que ocorreu há pouco em todo o país.
“A agricultura com base nas chuvas já nos deu provas de que não é fiável e, por isso, temos de investir, sobretudo nas áreas onde há rios que cortam as localidades, em sistemas de irrigação”, concluiu.
A Canjala é uma das comunas com maior potencial agrícola na província de Benguela, sendo cultivados diversos produtos hortícolas e frutícolas.

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