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Ministro exige rapidez nas obras

O ministro do Urbanismo e Construção, Fernando Fonseca, exigiu ontem, na comuna do Dombe Grande, na província de Benguela, uma maior celeridade na reabilitação das infra-estruturas rodoviárias em curso na região.

A rede de estradas da província de Benguela está a ser reabilitada
Fotografia: Francisco Bernardo

O ministro do Urbanismo e Construção, Fernando Fonseca, exigiu ontem, na comuna do Dombe Grande, na província de Benguela, uma maior celeridade na reabilitação das infra-estruturas rodoviárias em curso na região.
O ministro da Construção, que falava durante uma visita efectuada às obras da estrada entre Benguela e Catenque, que inclui a estrada entre Benguela e Dombe Grande e a Benguela e Lubango, recomendou aos empreiteiros um maior dinamismo na execução destas obras em particular.
“Para não se desculparem com as chuvas de Março e Abril, devemos trabalhar com maior dinamismo agora”, disse o ministro.
Fernando Fonseca inteirou-se ainda das obras na estrada entre Benguela e Dombe, que estão em fase de conclusão, do desassoreamento do rio Coporolo e da reabilitação da estrada entre Dombe Grande e Equimina, que liga a Lucira (Namibe) à Baía farta, na fronteira sul de Benguela.
Acompanhado pelo governador provincial de Benguela, Armando da Cruz Neto, o ministro foi informado sobre a reabilitação e ampliação das duas pontes sobre o rio Coporolo, que estão em fase de estudo técnico para a sua reconstrução. As pontes vão ter duas faixas de rodagem, com sete metros de largura e dois de berma.  A comitiva ministerial esteve também no quilómetro zero, a sul da cidade de Benguela, onde recebeu esclarecimentos sobre o grau de execução das obras da Estrada Nacional 260, que incluem os troços Benguela/Catengue, Catengue/Caimbambo, Caimbambo/Cubal e Cubal/Ganda, todos já concluídos, e o Ganda/Quinjenje, que está em fase de conclusão, e de reabilitação de pontes e pontões. O projecto de construção das infra-estruturas envolventes do Estádio Nacional de Ombaka, paralisado desde 2009, da estrada periférica Benguela/Lobito, com uma extensão de 55 quilómetros, foi outro assunto tratado pelo ministro. Ainda no local, Fernando Fonseca inteirou-se das adendas feitas ao projecto da Estrada Nacional 100, com a construção de seis pontes de retorno e de acessos à nova ponte sobre o rio Catumbela. O controlo dos caudais dos rios Coporolo, Cavaco, Catumbela e Capaco, devido às chuvas que caem no interior da província, também mereceram atenção do ministro.

Arborização no rio Cavaco

Em Benguela, Fernando Fonseca orientou a plantação de árvores ao longo das margens do rio Cavaco, para a preservação ambiental, devido às alterações climáticas e como medida de contenção das obras. O ministro fez este apelo aos responsáveis da Odebrecht, durante a sua visita, na quinta-feira, aos diques do rio Cavaco, onde foram feitas obras de desassoreamento. “As margens do rio Cavaco precisam de alguma vegetação, por isso, devem plantar eucaliptos ou acácias”, orientou o titular da pasta do Urbanismo e Construção.
O rio Cavaco tem um regime hídrico intermitente, depende das chuvas, nasce no planalto da Caconda, na província da Huíla, atravessa o interior de Benguela e desagua no Oceano Atlântico. Ao longo do seu perfil transversal na cidade de Benguela apresenta uma escassez de vegetação nas margens e é aluvial na região, constituindo uma zona potencial para a produção de banana.
O programa da visita do ministro incluiu deslocações aos diques dos rio Cavaco e Catumbela, apresentação de projectos em curso e previstos para a província de Benguela, e a assinatura da recepção provisória da primeira etapa e do acto de consignação da segunda etapa do projecto de regularização e controlo dos rios Coporolo, Cavaco e Catumbela.

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