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Mulheres camponesas querem mais investimentos

Mulheres das zonas rurais, organizadas em movimento cooperativo de camponeses e associações políticas e filantrópicas, manifestaram no fim-de-semana, na comuna da Babaera, município da Ganda, Benguela, a necessidade de haver um maior investimento na actividade agrícola, com vista a desenvolver as suas comunidades.

Mulheres das zonas rurais, organizadas em movimento cooperativo de camponeses e associações políticas e filantrópicas, manifestaram no fim-de-semana, na comuna da Babaera, município da Ganda, Benguela, a necessidade de haver um maior investimento na actividade agrícola, com vista a desenvolver as suas comunidades.
Segundo a responsável do sector da Família e Promoção da Mulher na Ganda, Francisca Romana, que falava durante o acto comemorativo do Dia Mundial da Mulher Rural e da Alimentação, assinalados a 15 e 16 de Outubro, respectivamente, “este investimento torna-se importante, devido ao papel fundamental da mulher como geradora e defensora da vida, que através dos recursos naturais trabalha para melhorar as condições sociais no seio familiar”.
“É um orgulho as mulheres serem as principais produtoras, processadoras e comercializadoras das culturas alimentares, dando o seu contributo para as novas conquistas rumo ao desenvolvimento multifacetado do país”, sublinhou.
Reconheceu, além disso, as dificuldades da actual situação em que as mulheres do meio  rural vivem, caracterizada pelo elevado índice de carências em coisas essenciais, como  alimentos, acesso à água potável, saneamento básico e cuidados primários de saúde, agravada pelo elevado grau de analfabetismo, tendo apelado à colaboração de todos nas tarefas de reconstrução nacional, com a sua participação efectiva, para garantir o desenvolvimento do país.
Francisca Romana pediu  às mulheres para aderirem às aulas de alfabetização e a outras acções que visam a troca de experiências e formação em matéria de liderança, para ganharem autoconfiança no exercício da cidadania, bem como maior dignidade humana no plano social e nas mudanças de mentalidades, denunciando as más acções de conflitos no seio da sociedade. Defendeu ainda que o combate à violência no seio das famílias deve constituir um elemento indispensável para a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática, assente no respeito dos direitos da pessoa.
A mobilização das mulheres para as consultas pré-natais durante o período de gravidez, a vacinação de crianças menores de cinco anos, a prevenção das grandes endemias sexualmente transmissíveis, incluindo  VIH-Sida e a promoção e protecção do meio ambiente, foram outros apelos feitos pela responsável do Ministério da  Família e Promoção da Mulher no município da Ganda. Por seu turno, o responsável da Estação do Desenvolvimento Agrário (EDA), Manuel Tchitumba, convidou todos os cidadãos a reflectirem sobre as formas de utilização dos alimentos, tendo valorizado os produtos do campo e as suas variedades na dieta para fortalecimento energético do ser humano.Destacou ainda  a necessidade da população se dedicar às tarefas do campo como geradoras de riqueza, salientando  o facto do Executivo ter criado um crédito de campanha para o fomento da produção agrícola.

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