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Mulheres Marítimas têm associação

Jesus Silva | Lobito

A província de Benguela tem, desde sábado, o núcleo da Associação das Mulheres Marítimas Portuárias e Actividades Conexas, organização feminina privada, de carácter voluntário, criada com o objectivo de zelar pelos interesses das mulheres de todas as áreas do sector, incluindo logística, alfândegas, educação e transportes.

A associação, que já existe nas províncias de Luanda, Cuanza Sul e Benguela, visa no futuro inverter o actual quadro do sector marítimo, que é tradicionalmente dominado por homens, sensibilizar as mulheres para encararem o mar como uma fonte de produção de riqueza e de auto sustentabilidade das suas famílias.
Na sessão de abertura da cerimónia de posse da direcção do núcleo provincial de Benguela, Maria Elizete Faustino, secretária geral da Associação das Mulheres Marítimas Portuárias e Actividades Conexas, disse que a associação é pioneira em Angola e África. Está determinada em conjugar esforços com os Objectivos do Milénio sobre o desenvolvimento e emancipação da mulher, particularmente no ramo marítimo portuário e actividades afins, buscando mecanismos para ombrear com os homens direitos e privilégios comuns.
O combate e à pobreza e a subalternização no emprego ou actividades relevantes devem constituir um modo de luta da administração marítima e da Associação das Mulheres Marítimas Portuárias e Actividades Conexas em particular.
“Neste primeiro aniversário da associação queremos encorajar as associadas a prosseguirem com a mesma determinação, empenho e destreza, na persecução do programa gizado, motivando e sensibilizando a juventude sobre o interesse nas actividades inerentes ao mar”, salientou Maria Elizete Faustino.
A presidente da Comissão Directiva da Associação das Mulheres Marítimas Portuárias e Actividades Conexas, Rosa Sobrinho, dirigiu uma palestra sobre os desafios e oportunidades para as mulheres marítimas angolanas no contexto da diversificação da economia nacional. Para Rosa Sobrinho, que é igualmente representante de Angola na Organização Marítima Internacional (OMI), com sede em Londres, com base no Programa Global Sobre a Integração da Mulher no Sector Marítimo, os objectivos a alcançar na promoção e reforço do papel da mulher são o aumento da percentagem da camada feminina ao nível da gestão sénior, incremento do acesso das mulheres à formação e às tecnologias da indústria marítima, maior integração e promoção da auto suficiência económica das
Luísa Sebastiana Luís, fundadora da associação, sublinhou que em Angola a agremiação criada a 15 de Abril de 2014 está a dar passos qualitativos, considerando que só o facto da Associação das Mulheres Marítimas Portuárias e Actividades Conexas já ter acolhido a conferência continental, espelha a organização, credibilidade e responsabilidade da associação.
Maria João, secretária do núcleo de Benguela e administradora da Baía Farta, mostrou-se optimista na colaboração e adesão das mulheres, para que a camada feminina por si própria se liberte economicamente.

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