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Município apresenta plano de prevenção

Jesus Silva | Lobito

As autoridades sanitárias do Lobito, em parceria com a Administração Municipal, dispõem de um plano de intervenção para o  controlo de doentes de cólera, embora aquela região de Benguela não tenha registado qualquer caso suspeito da doença.

Autoridades sanitárias do município do Lobito estão a redobrar esforços para impedir o surgimento de casos de cólera
Fotografia: Garcia Mayataco|Soyo-Edições Novembro

O chefe da Repartição Municipal da Saúde do Lobito, Zeferino Joaquim, referiu ontem que o objectivo é garantir o aumento do conhecimento da população sobre as principais normas de prevenção da cólera e do paludismo, causas da mortalidade por estas doenças, importância das higienes ambiental, colectiva e pessoal e da boa alimentação, especialmente em crianças, mulheres grávidas e idosos.
De acordo com o plano, vão ser realizadas palestras, fumigação, tratamento anti-larval, trabalhos de saneamento básico, limpeza das valas de drenagem e visitas de inquérito aos pacientes internados nas unidades hospitalares.
Quanto à água potável nas localidades onde a população ainda consome água não tratada, com destaque para a povoação da Cahenda (Canjala), Culango e Chimbambo, Zeferino Joaquim disse que têm sido distribuídos medicamentos para o tratamento do produto. Afirmou que, com a criação de inspectores no sector, os técnicos com má conduta vão ser advertidos e, caso sejam renitentes no cometimento de actos indecorosos correm o risco de expulsão do ramo.
A administradora municipal adjunta do Lobito, Maria Kalesso, frisou que a região, pelas suas características físicas, climáticas e morfológicas, é propensa a algumas ameaças na época chuvosa  relacionadas com inundações e doenças, com incidência para a malária e cólera. Salientou a necessidade de se investir na medicina preventiva, por ser menos onerosa, que na curativa. Neste prisma, disse que as igrejas jogam um papel preponderante, uma vez que as homilias dos pastores têm grande efeito sobre os seus fiéis. “Eles podem passar mensagem sobre os cuidados a ter para a prevenção da cólera e do paludismo”, sugere. O chefe de repartição explicou que o plano de intervenção abrange outros actores sociais como os líderes religiosos, autoridades tradicionais, responsáveis de mercados, além dos técnicos da Saúde.

Água de boa qualidade

O director municipal da Energia e Água do Lobito, Antero Miguel, anunciou que, nos próximos meses, os bairros da zona alta, que ainda enfrentam dificuldades no que diz respeito ao fornecimento, vão ter um produto de qualidade. Tratam-se dos bairros Alto Esperança, Boavista, Vista Baixa e Elavoko, que além da água de boa qualidade, vão registar um abastecimento com a fluidez necessária. Nas comunas de Canjala e Colango, disse que está em curso a instalação de sistemas de água potável que, em breve, passam a funcionar com normalidade.

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