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Novas vias estruturantes abertas no Lobito

Jesus Silva | Lobito

O governador da província de Benguela, Armando da Cruz Neto, realizou, no sábado de Natal, uma visita à Avenida Norton de Matos e à via que sai do Bar Africano até ao Terminal Oceânico da Sonangol, na cidade do Lobito, que foram inauguradas na semana anterior.

O cidadão que no Lobito partir um poste de iluminação será imediatamente detido por crime contra a propriedade do Estado
Fotografia: Jesus Silva

O governador da província de Benguela, Armando da Cruz Neto, realizou, no sábado de Natal, uma visita à Avenida Norton de Matos e à via que sai do Bar Africano até ao Terminal Oceânico da Sonangol, na cidade do Lobito, que foram inauguradas na semana anterior. O governador constatou a necessidade de abertura de vias alternativas para descongestionar o intenso tráfego automóvel que se regista actualmente no Lobito.
Armando da Cruz Neto visitou a Rotunda do Flamingo, que liga à Avenida Norton de Matos e à via que vai do Obelisco para o Bar Africano e faz ligação com o Terminal Oceânico da Sonangol. Todas as obras começaram em Março de 2007 e foram concluídas em três fases.
A segunda fase foi concluída em 2008, com a preparação das vias alternativas. Em Março de 2009 começaram os trabalhos nas vias principais. A via Bar Africano/ Terminal Oceânico, com 3,5 quilómetros de extensão, uma largura de nove metros e iluminação pública, tem pontes e passagens hidráulicas para não cortar as linhas de água existentes. Também tem, ao longo do seu traçado, o sistema de drenagem longitudinal.
A Avenida Norton de Matos tem 25 metros de largura nos dois sentidos, um separador com dois metros e passeios com três metros de largura. Em toda a sua extensão há palmeiras reais. 
A base das novas vias é constituída por 40 centímetros de betume armado e a sub-base tem doze centímetros de camada de desgaste. Segundo especialistas, se a Administração Municipal e os utentes souberem cuidar das novas infra-estruturas, estas vias podem durar décadas, sempre operacionais.
Amaro Segunda Ricardo, administrador municipal do Lobito, congratulou-se com o apoio prestado pela Sonangol, que financiou as obras, a empreiteira Mota-Engil e a entidade fiscalizadora, que tudo fizeram para a concretização do projecto. “É uma vitória de todos os munícipes do Lobito. Ganha a cidade, a província e o país”, afirmou.
O administrador municipal exortou os cidadãos a preservarem as novas estradas e ruas e advertiu que vão ser tomadas medidas severas contra todos os que teimarem em destruir os postes de iluminação, árvores, placas de sinalização de trânsito e outras componentes das rodovias.

Descongestionar o trânsito
 
“A avenida Norton de Matos foi projectada há três anos e hoje, com a rápida dinâmica da cidade, deixa-nos felizes mas não nos satisfaz, porque o tráfego aumentou em mais de cem por cento”, disse Amaro Ricardo.
 A Administração Municipal do Lobito apresentou ao Governo Provincial de Benguela a proposta de abertura de vias de servidão, onde futuramente podem transitar os táxis e as motorizadas com tomada e largada fácil de passageiros.
“O novo mercado tem de evoluir com o arranque da via rápida que sai do Bar Africano à Catumbela, passando pelos bairros do São João e Santa Cruz, a reabilitação da estrada da Calumba e a abertura de uma nova estrada que sai da rotunda da Bomba da Bulama e termina no São João”, esclareceu Amaro Ricardo.
Na óptica do administrador municipal, “o Lobito é o coração desta região. Todas as pessoas, combustíveis, máquinas, equipamentos e alimentos que saem do Porto Comercial e vão para o Sul, Centro e Norte do país, passam pela avenida Norton de Matos e pelo Bar Africano”.
Por este motivo, todo o mapa rodoviário da cidade do Lobito está a merecer um estudo do Governo provincial e da Administração Municipal para uma radical reconfiguração que venha a redundar em benefício de todos.

Modelo de limpeza
 
Amaro Ricardo deu a conhecer que, a partir de Janeiro, a cidade vai contar com um novo modelo de limpeza, em que estarão envolvidas três empresas operadoras, cada uma com um sector de actuação. Uma quarta empresa vai responsabilizar-se pela limpeza na comuna da Catumbela.  
O novo modelo não se resume à recolha do lixo pelas operadoras. Inclui também uma base de educação ambiental à população e às empresas produtoras de lixo.
“Os cidadãos que deixam sucatas abandonadas nas suas casas ou na rua e as empresas que acumulam lixo acima de um metro cúbico e o deixam, deliberadamente, na rua, e não fazem contrato com as operadoras, as pessoas que realizam festas onde se consomem cervejas e refrigerantes e colocam o lixo na rua, têm que comparticipar no esforço da administração, para que a cidade se torne a verdadeira sala de visitas de Angola, tal como já o foi no passado”, disse Amaro Ricardo.
O administrador municipal fez questão de fazer notar que existindo boas acessibilidades, já é mais fácil entrar, sair e circular no interior da cidade. Daí que seja necessário dar prioridade ao saneamento do meio.
“Já organizámos os parques da Zona Alta com a retirada de todas as sucatas, mediante sensibilização dos seus proprietários. Nos próximos dias vamos efectuar esse trabalho no centro da cidade, com a colocação de selos em todas as viaturas abandonadas e em estado de degradação, para que os seus proprietários as retirem, sob pena de pagarem multas depois de serem advertidos”, frisou.
Amaro Ricardo avisou que quem partir um poste de iluminação pública é imediatamente responsabilizado e detido por ter cometido um crime contra a propriedade do Estado, devendo sair da cadeia apenas após o pagamento do custo real dos danos causados. “A medida visa educar coercivamente o cidadão a ser mais prudente quando estiver ao volante de uma viatura”, disse.
 
Actos de vandalismo

 
O administrador municipal do Lobito lamentou o facto de alguns populares, pela calada da noite, estarem a cometer actos de vandalismo como o arranque das palmeiras reais, recentemente colocadas na Avenida Norton de Matos.
 No total foram plantadas 400 árvores e 70 já foram destruídas. Para além da destruição de um bem público que confere valor acrescentado à qualidade do ambiente, põe-se a questão do prejuízo financeiro, pois trata-se de um investimento avultado do Estado. 
O administrador Amaro Ricardo alertou a população que a Polícia está a investigar os actos de vandalismo e os prevaricadores vão ser penalizados, “pois não se podem tolerar actos do género, principalmente nesta fase de crise financeira de que o país e o mundo se estão a ressentir”.

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