Províncias

Número de trabalhadores aumenta paulatinamente

Victória Quintas | Huambo

Nos Caminhos-de-Ferro de Benguela está em curso a admissão de novos funcionários, tendo em conta a chegada de mais equipamentos, para o devido manuseamento.

Nos Caminhos-de-Ferro de Benguela está em curso a admissão de novos funcionários, tendo em conta a chegada de mais equipamentos, para o devido manuseamento.
Como pré-requisitos é exigida a 12ª classe e os candidatos são submetidos a exames psicotécnicos. De acordo com Carlos Gomes, tem havido dificuldades no critério de selecção, devido à fraca capacidade dos candidatos.
O responsável apontou a formação de quadros como premissa para um funcionamento pleno do CFB, instituição que ficou paralisada durante cerca de 27 anos. “Outro critério usado para a selecção dos novos funcionários é a aptidão em cursos técnicos, como mecânica, carpintaria, ferreiros, entre outros,” explicou.
Nesta altura, o CFB conta com cerca de mil trabalhadores, contra 14 mil que funcionaram nos anos anteriores, do Lobito ao Luau.
De acordo com o PCA ainda há muitos funcionários por enquadrar, mas referiu que não é necessário chegar aos 14 mil. No passado, disse o presidente do Conselho de Administração do CFB, o número de trabalhadores era condicionado a várias actividades, pois o comboio funcionava a lenha, daí a necessidade da criação de muitos postos de trabalho, como chegadores, fogueiros, limpadores, maquinistas, entre outros. Hoje, as locomotivas são mecanizadas, por isso, duas pessoas podem levar o comboio do Lobito ao Luau.
 
Antigos funcionários
 
O sector está a tomar providências para regularizar a situação dos antigos funcionários, uma vez que, muitos deles, auferem um salário de 500 kwanzas mensais.
“Estamos à espera que se actualizem os salários para que aqueles que têm idade para se reformarem o façam com a situação salarial resolvida, pois muitos deles ainda recebem apenas 500 kwanzas por mês”, disse o PCA.
José Carlos Gomes referiu que o ministro dos Transportes, Augusto Tomás, deu ordens para que as antigas residências do CFB não sejam retiradas aos funcionários, e para serem construídos bairros para os novos trabalhadores.

Tempo

Multimédia