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ONG devem imprimir nova dinâmica

Jesus Silva | Lobito

O chefe da Unidade Técnica de Coordenação das Ajudas Humanitárias (UTCAH) na província de Benguela, Melo Costa, disse na Catumbela, província de Benguela, que as organizações não governamentais (ONG) serão bem-vindas, se trouxerem uma contribuição positiva.

O chefe da Unidade Técnica de Coordenação das Ajudas Humanitárias (UTCAH) na província de Benguela, Melo Costa, disse na Catumbela, província de Benguela, que as organizações não governamentais (ONG) serão bem-vindas, se trouxerem uma contribuição positiva, enquanto aquelas que não conseguirem contextualizar-se com a mudança do país e não imprimirem uma nova dinâmica correm o risco de desaparecer.
Para Melo Costa, as organizações não governamentais que desempenham actividade em Angola devem contribuir para a minimização e a redução do impacto da pobreza, porque, não obstante o termo da guerra, ainda existem muitas populações vulneráveis e é ali onde o papel das ONG se deve fazer sentir.
“No período de guerra, estas organizações dedicavam-se a salvar vidas. Hoje, o país está em fase de desenvolvimento e a abordagem é outra, visto que o seu trabalho não irá incidir na distribuição de farinha de milho, arroz, óleo e feijão, mas traçar planos para desenvolver a parte intelectual das comunidades, com a participação dos habitantes das mesmas”, disse Melo Costa.
Segundo o chefe da UTCAH em Benguela, actualmente vários financiadores desviaram o seu capital para outros países em guerra e com necessidades maiores que as de Angola, o que faz com que muitas das ONG angolanas encontrem dificuldades de acesso a esses financiamentos.
“Podemos falar que, em termos de destaque de organizações nacionais, apenas 15 conseguiram contornar a situação, direccionando acções dentro dos objectivos para os quais foram criadas”, salientou.
Melo Costa afirmou que na província de Benguela existem cerca de 99 organizações não governamentais angolanas e 20 internacionais, inscritas e filiadas na Unidade Técnica de Coordenação das Ajudas Humanitárias.
“A lista é extensa, mas aquilo que é o seu protagonismo junto das comunidades ainda deixa muito a desejar”.

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