Províncias

Parteiras são registadas

Jesus Silva| Lobito

Terapeutas, ervanários, parteiras tradicionais, pessoas que vendem medicamentos nos mercados, clínicas e postos de saúde de internamento de medicina tradicional (cura à base de plantas) e casas de consultas e venda de produtos da medicina natural estão a ser registadas, visando o melhoramento e desenvolvimento da actividade na província de Benguela.

Vista parcial da sede da província de Benguela
Fotografia: Domiano Fernandes

António Benedito Barros, coordenador do órgão profissional para legalizar e fiscalizar a medicina tradicional na província de Benguela, informou que já estão registados 145 membros, estando previsto, para os próximos dias, o registo nos municípios, comunas e aldeias da zona sul e norte da província, para se obter a cifra exacta dos profissionais existentes na região e encontrar mecanismos que facilitem a sua legalização.
No Fórum de Medicina Tradicional, realizado recentemente em Benguela, António Barros defendeu uma maior divulgação das vantagens do tratamento com plantas medicinais, para que elas recuperem o seu valor real junto das comunidades.
Para o proprietário da Ervanária Barros, localizada no município da Catumbela, a medicina científica surgiu das plantas tradicionais, razão pela qual considera necessário que os terapeutas trabalhem com as instituições da saúde pública, no sentido de se organizarem ervanárias junto das unidades hospitalares, para a venda de medicamentos provenientes das plantas.
Fruto da sua entrega ao trabalho com ervas medicinais e seguindo o trilho dos seus ancestrais, o governo de Cabinda concedeu-lhe um espaço na Praça do Cabassango, onde no mês de Junho de 2008 inaugurou outra ervanária. Com medicamentos naturais, os terapeutas tradicionais têm tratado pacientes com enfermidades como tensão arterial, diabetes, reumatismo, hepatite, bronquite asmática, febre tifóide, anemias, infecções urinárias, úlceras gástricas, asma, colesterol, cirrose e outras.

Tempo

Multimédia