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Parteiras tradicionais estão a ser cadastradas

Jesus Silva | Lobito

Parteiras tradicionais, terapeutas, ervanários e pessoas que vendem medicamentos nos mercados estão a ser cadastrados a nível da província de Benguela, no âmbito das acções de organização e desenvolvimento da Medicina Tradicional.

Valorização da medicina tradicional
Fotografia: João Gomes |

Neste âmbito, além daqueles estão igualmente a ser cadastrados clínicas e postos de saúde de internamento de medicina tradicional, casas estrangeiras de consultas e de venda de produtos da medicina natural.
O coordenador do órgão profissional para legalizar e fiscalizar a medicina tradicional em Benguela, António Barros, salientou que até ao momento já foram registados 145 membros.
Para os próximos dias, o registo vai estender-se aos municípios, comunas, aldeias e bairros da zona sul e norte da província, com vista a saber quantos praticantes existem e estudar conjuntamente os melhores mecanismos que facilitem a sua legalização.
No Fórum de Medicina Tradicional realizado recentemente na província de Benguela, António Barros defendeu uma maior promoção das vantagens do tratamento com plantas medicinais locais, para que elas recuperem o seu valor real junto das comunidades.
A medicina científica surgiu de plantas tradicionais, razão pela qual considera necessário que os terapeutas trabalhem com as instituições de saúde pública, no sentido de se organizarem ervanárias junto das unidades hospitalares.
Com os medicamentos naturais, os médicos e terapeutas naturais têm tratado pacientes com doenças diversas, com destaque para tensão arterial, diabetes, reumatismo, hepatite B e C, bronquite asmática, febre tifóide, hemorróidas, impotência sexual, anemia, infecções urinárias, úlceras gástricas, asma, colesterol, cirrose.

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