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Poeira de carros estorva o cultivo

António Gonçalves | Benguela

O director provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Abantes Sekeseke, confirmou, na sexta-feira, em Benguela, que a poeira provocada pela passagem de viaturas junto às culturas da banana, milho e do feijão, prejudica a produção agrícola.

Existem políticas institucionais de fomento da agricultura para a auto-suficiência alimentar em Angola
Fotografia: Pedro Miguel

O director provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural, confirmou, na sexta-feira, em Benguela, que a poeira provocada pela passagem de viaturas junto às culturas da banana, milho e do feijão prejudica a produção agrícola.
Abrantes Sekeseke, que falava no final de uma visita de uma delegação do MPLA, chefiada pelo segundo secretário provincial, Veríssimo Sapalo, a algumas fazendas, garantiu que a poeira, depositada nas folhas pela passagem constante das viaturas, faz com que não se processe a fotossíntese, o que provoca a morte prematura das plantas.
Apesar da reclamação dos agricultores ser justa, frisou, “a resolução do problema não compete à direcção provincial da Agricultura, mas à administração municipal e à direcção provincial de Geologia e Minas, já que as viaturas que transportam areia do rio Cavaco e circulam naquela área são licenciadas por aqueles dois serviços”.

Água para investigação

O director local da agricultura, Abrantes Sekeseke, acrescentou, no encontro com dirigentes do MPLA, que devem ser feitas diligências junto daqueles dois serviços da administração pública, no sentido de se repararem as vias de acesso às zonas de recolha de areia, para eliminar o problema da poeira que constitui um obstáculo à produção agrícola.
O director provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural afirmou que a Estação Experimental do Cavaco precisa de água para “despertar a nível da investigação”.
Abrantes Sekeseke prometeu que, apesar da Estação Experimental do Cavaco depender directamente do Instituto de Investigação Agronómica de Angola (IIAA), se vai “ver a nível local o que pode ser feito para salvar aquela instituição de grande valia para a produção agrícola do vale do Cavaco”.
O facto de a Estação não desenvolver, há vários anos, a actividade para a qual foi criada - investigação e apoio aos agricultores – significa, sublinhou, a ausência de estudos e de aconselhamentos técnicos ao sector agrícola do vale do Cavaco para os problemas da salinização, pragas, experiências, adubação e melhoramento das espécies.
A paralisação da Estação Experimental do Cavaco, alertou, vai provocar a baixa da produtividade face à ausência ou diminuição de conhecimentos por parte dos agricultores.

Crédito agrícola no bom caminho

Na província de Benguela, o crédito agrícola foi lançado no município do Cubal, onde o Banco Sol, dos 37 projectos que recebeu, avaliou 19. Brevemente, o Banco de Poupança e Crédito (BPC) vai seguir o mesmo caminho, com o financiamento de alguns projectos.
”O que queremos é que as comissões municipais coordenadas pelos administradores e as comissões técnicas acelerem o processo da aprovação dos projectos, pois, dentro de pouco tempo, começa a chover”, lembrou o director provincial Abrantes Sekeseke, adiantando que, “apesar disso, a situação está sob controlo”.

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