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Polícia esclarece na Ganda incidência da criminalidade

A situação da criminalidade no município da Ganda, 220 quilómetros a sudeste da cidade de Benguela, foi quinta-feira analisada numa reunião entre a direcção do Comando municipal da Polícia Nacional e entidades eclesiásticas e tradicionais.

Polícia Nacional realiza programa de aproximação aos cidadãos em Benguela
Fotografia: Casimiro José

A situação da criminalidade no município da Ganda, 220 quilómetros a sudeste da cidade de Benguela, foi quinta-feira analisada numa reunião entre a direcção do Comando municipal da Polícia Nacional e entidades eclesiásticas e tradicionais.
Durante o encontro, orientado pelo comandante municipal da Polícia, intendente Agostinho Cambeia, os participantes falaram sobre as relações de cooperação entre a Polícia Nacional e autoridades tradicionais e religiosas, a actuação policial na visão das autoridades tradicionais e religiosas e a substituição do cultivo da liamba por produtos alimentares.
O administrador da Ganda, Caetano Mateus Lopes, disse, na abertura do evento, que um dos vários problemas do município é a consequência do mau comportamento de alguns cidadãos.
“Assiste-se a quebra de garrafas nas ruas, destruição dos bens postos à disposição da comunidade pelo governo, comportamentos que levam certos cidadãos a agir por mãos próprias, o que chega a ser crime”, frisou.
Caetano Mateus Lopes defendeu que, com a paz alcançada nos últimos oito anos, se torna importante que nas aldeias e sanzalas a população circule cada vez mais livre, crie as suas condições para sobrevivência e melhoramento do bem-estar social das suas famílias.
O administrador da Ganda frisou que “a concretização deste desiderato só é possível com harmonia, boa convivência, partilha dos mesmos pensamentos naquilo que deve unir os povos, para que se crie as mínimas condições de estadia na comunidade”.
Apelou aos participantes para fazer dos resultados da reunião um instrumento de trabalho, com vista a criar mecanismos adequados para que as comunidades denunciem todas práticas anti-sociais, no sentido de facilitar a actividade da Polícia.
Precisou que as comunidades, igrejas, sobas e séculos devem servir de transmissor de valores e devem denunciar os indisciplinados que perturbam a tranquilidade e ordem pública.
Caetano Lopes sublinhou a necessidade de se cultivar o civismo no seio das comunidades, visando contribuir para a paz, segurança e desenvolvimento multifacetado do país.

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