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Ponte sobre o rio Kalualua desaba e interrompe circulação Benguela/Huíla

António Gonçalves | Benguela

A circulação rodoviária entre as províncias de Benguela e Huíla está interrompida há pouco mais de 48 horas, devido ao desabamento da ponte sobre o rio Kalualua, na localidade de Ningui-Ningui, município de Caimbambo, na Estrada Nacional 105.

Ponte construída há cerca de 50 anos não resistiu às chuvas que assolam a região de Ningui -Nibngui, em Caimbambo
Fotografia: António Gonçalves | Edições Novembro | Benguela

O chefe de Departamento Provincial do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA) em Benguela, Domingos Cipriano, disse que o incidente registou-se devido as fortes chuvas que fustigam aquela região. “ Tão logo recebemos a comunicação de que a ponte sobre o rio Kalualua desabou viemos até aqui no local e começamos a trabalhar para criarmos uma passagem alternativa, que vai permitir a circulação dos veículos em ambos os eixos da estrada”, assegurou o responsável do INEA.

Segundo Domingos Cipriano, “o primeiro passo” está a ser a organização do equipamento. “Estamos a concentrar as máquinas, uma giratória, um camião basculante, as manilhas, para podermos construir uma via de acesso”, garantiu, adiantando que vai ser efectuado um estudo sobre o impacto das chuvas na estrutura da ponte desabada. “Caso haja necessidade de substituição da ponte penso que o Ministério da Construção e Obras Públicas vai assumir ”, admitiu.

Resposta imediata
Questionado sobre o tipo da intervenção, o vice-governador de Benguela para o Sector Técnico e Infra-estruturas, Leopoldo Muhongo, que se des-
locou ao local, afirmou tratar-se de uma situação inesperada , “ mas que exige uma resposta imediata”.
O governante, que com as equipas da administração municipal de Caimbambo, dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros e do INEA, percorreu o leito do rio, para compreender e encontrar o melhor ponto para a construção da passagem alternativa, disse que “o passo imediato é a concentração dos meios para a realização dos trabalhos.
Questionado sobre o tipo de intervenção a ser efectuada, o vice-governador de Benguela disse ser prematuro falar-se de substituição de uma nova estrutura, “uma vez que este processo exige estudos demorados”.
O que vai ser efectuado, de acordo com Leopoldo Mu-hongo, é uma resposta imediata para a reposição da circulação rodoviária. “Naturalmente depois vamos trabalhar com o Ministério da Construção para análises e estudos daquilo que eventualmente possa vir a acontecer aqui”, sublinhou o governante.

Constrangimentos
Para o automobilista Valter Adriança, que utiliza regularmente esta via entre Benguela e Lubango, com o seu camião carregando de diversos produtos, a interdição do troço vai criar enormes constrangimentos aos habitantes das duas províncias , quer devido a circulação mercantil, quer para a circulação de pessoas.
“As entidades no Lubango para quem tenho de levar a mercadoria já estão a ligar-me, manifestando aflição, mas não tem outra alternativa a não ser aguardar pelo fim dos trabalhos. Já estou cá há largas horas passando por uma série de vicissitudes”, deplorou.
Jovita Cláudia , uma jovem que encontramos no local, que seguia viagem para a província do Cunene, passado pelo troço através do Lubango, espera que a circulação seja “retomada imediatamente”.
A ponte sobre o rio Kalualua, construída nos anos 50, possui 40 metros de comprimento e seis de largura.

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