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Populações são sensibilizadas a abandonar as zonas de risco

Jesus Silva | Lobito

A Administração Municipal do Lobito  continua a trabalhar na sensibilização dos habitantes de zonas de risco, para abandonarem o mais rápido possível estes locais, disse, no sábado, a administradora municipal adjunta.

Máquina melhora áreas afectadas pela chuva
Fotografia: Arimateia Baptista | Edições Novembro

Maria Firmino Kalesso referiu que é preciso que a população deixe de insistir na construção de casas junto das linhas de água e em zonas de risco, por causa dos perigos que esta prática acarreta.
A administradora municipal adjunta do Lobito falava no termo de uma visita de constatação a valas drenagem do município, realizada no quadro da homenagem as mais de 80 vítimas mortais das enxurradas da madrugada do dia 11 de Março do ano antepassado.
Durante a actividade, a responsável municipal do Lobito disse ser preciso que as pessoas tomem consciência desses perigos e evitar que se percam mais vidas humanas.
Maria Kalesso apelou aos munícipes para ajudarem na conservação das valas de drenagem, no âmbito do Projecto “Eu Amo o Lobito”, realizado com as comunidades, e que visa a limpeza regular das referidas infra-estruturas depois das chuvas.
A administradora municipal adjunta condenou as pessoas que encaram as valas de drenagens como aterros sanitários. “Cada cidadão deve ser fiscal do seu vizinho, para evitarmos que esta problemática continue a fazer parte do nosso dia-a-dia”, avança. Presente na homenagem às vítimas das enxurradas do 11 de Março do ano antepassado, a administradora municipal da Catumbela, Filomena Pascoal, reiterou a necessidade de as famílias participarem mais nas acções de preservação do meio.
A administradora visitou a zona dos Cabrais, local onde foram reassentadas os sobreviventes das enxurradas, para participar de uma missa de homenagem a todas as vítimas mortais.
Além da missa, os membros das duas administrações municipais, familiares dos falecidos e população em geral depositaram e lançaram flores na vala de drenagem do bairro da Luz, onde tinham sido encontrados a maioria dos corpos vítimas, alguns arrastados de outros bairros. As enxurradas de 11 de Março de 2015 provocaram mais de 80 mortes, entre elas a de 35 crianças, destruiu 119 casas, oito escolas ficaram parcialmente danificadas e cerca de 400 famílias foram deixadas ao relento.

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