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Professores faltosos correm risco de demissão

O administrador municipal da Ganda, província de Benguela, advertiu os professores que insistem em ausentar-se dos seus locais de trabalho por muitos dias, que são automaticamente retirados do sistema nacional financeiro de pagamento e demitidos das suas funções.

Este ano lectivo houve demasiadas faltas dos docentes o que prejudicou bastante centenas de alunos do município
Fotografia: Domingos Cadência

António Kalianguila, que falava durante um encontro com líderes comunitários e tradicionais, disse que neste ano lectivo o sector da Educação na Ganda assistiu à ausência de muitos professores nas escolas, o que prejudica o andamento do ensino, sem no entanto avançar o número de docentes nesta situação.
“Os sobas, pais e encarregados de educação devem denunciar às autoridades administrativas os professores que se eximem das suas responsabilidades, para serem punidos em conformidade com a lei vigente no país", exortou António Kalianguila.
A partir de Fevereiro do próximo ano, caso as condições permitam, a Administração, como unidade orçamentada, vai encarregar-se de proceder ao pagamento salarial dos professores e enfermeiros, como uma forma de controlar a sua assiduidade.
“Assim, já não há avisos aos professores, bastando receber uma informação do soba e a confirmação de uma sindicância no terreno, provando a sua ausência prolongada, para a Administração retirar o ship do seu salário constante no sistema financeiro", referiu.
O sector da Educação, Ciência e Tecnologia controla no município da Ganda mais de três mil professores, enquadrados em 211 escolas do ensino primário, I e II ciclo de formação geral e técnico-profissional.

Centros de investigação />
Estudantes e professores de várias escolas do ensino geral de Ndalatando solicitam mais bibliotecas e centros de investigação para permitir consultas e incentivar o hábito da leitura.
Estudantes e professores dizem que o reduzido número de bibliotecas na cidadede Ndalatando  tem contribuído para a fraca leitura dos alunos, dificultando a vida de discentes e docentes no que toca a consulta e pesquisa, sendo também necessária a instalação de Internet.
“Temos várias dificuldades em pesquisar, sobretudo temas de natureza académica, por isso sou de opinião que deviam ser abertas mais bibliotecas”, disse a professora Isabel Bernardo.
Os estudantes de Ndalatand, no Cuanza Norte, dispõem de três bibliotecas, uma pública, da Direcção da Cultura, uma da Escola Superior Pedagógica e outra da Igreja Católica, além de uma sala de leitura das Edições Novembro. No âmbito da política do Executivo de aproximação do livro e dos serviços de leitura aos cidadãos foi criada, por Despacho Presidencial, a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, que prevê a criação, a partir de Fevereiro do próximo ano, de dez infra-estruturas bibliotecárias em cinco províncias do país, numa primeira fase, avançou, na província de Malanje, o director da Biblioteca Nacional, João Pedro Lourenço.

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