Províncias

Realçada a importância do documento

O administrador municipal de Caimbambo, sudeste da cidade de Benguela, exortou os habitantes da povoação da Lômia a afluírem aos postos de registo civil e de emissão do Bilhete de Identidade instalados na vila.

Na localidade de Lômia ainda há muitas pessoas sem documentos sobretudo adultos o que constitui uma preocupação das autoridades locais
Fotografia: Manuel Fontoura

Num encontro com a população, Jacinto Tomé Amaro reconheceu haver muita gente sem documentos, sobretudo adultos, e advertiu os habitantes no sentido de se deslocarem aos serviços de registo de nascimento e identificação civil, instalados na sede municipal para se habilitarem à cédula pessoal e Bilhete de Identidade.
A povoação de Lômia, a cera de 20 quilómetros a sul da vila de Caimbambo, tem 8.784 habitantes, que se dedicam fundamentalmente à agricultura e pastorícia.
Durante três dias, o administrador municipal inteirou-se da situação socioeconómica da povoação de Lômia, que clama pela reabilitação das vias de acesso, aumento de fontenários para abastecimento da água potável e postos de saúde.

Sobas fantasmas


O presidente da Associação Angolana de Autoridades Tradicionais (ASSAT), Virgílio Mendes Jorge, apelou em Benguela à denúncia de cidadãos que se fazem passar por sobas sem nenhuma identificação.
Virgílio Jorge, que falava durante uma assembleia das autoridades tradicionais da província, disse que os sobas e a população devem manter-se vigilantes denunciando pessoas que se fazem passar por estas entidades para aproveitamento indecoroso e que criam instabilidade no país. Todos os sobas devem estar inscritos na Associação e cumprir regularmente os pagamentos das respectivas quotas e devem possuir um cartão para melhor identificação. 
A ASSAT está a trabalhar na organização da instituição, de forma a contribuir para o bem-estar do país.
“As autoridades tradicionais devem estar preparadas para junto do Governo denunciar práticas contraditórias que criam instabilidade”, disse.
O vice-governador da província para o sector Económico, Gika Morais, disse que o fórum das autoridades tradicionais surge num momento em que a situação económica do país oscila e inspira alguns cuidados e que obriga o Executivo a definir prioridades.
O Governo Provincial coloca-se à disposição para solução dos vários problemas que afligem a Associação no sentido de manter a coesão institucional e dar maior dignidade às populações. 
Gika Morais aproveitou a ocasião para exortar as autoridades tradicionais a trabalharem na sensibilização do combate a actos que contrariam a paz, unidade nacional e a democracia.
A assembleia provincial das autoridades tradicionais apreciou o processo de actualização e controlo estatístico dos membros associados, processo de quotização e a organização e método de funcionamento.  A ASSAT controla a nível do país quatro mil filiados, entre regedores, sobas e seculos.

Tempo

Multimédia