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Resíduos tóxicos foram retirados

António Gonçalves | Benguela


O processo de descontaminação das instalações fabris da Companhia de Celulose e Papel de Angola, no Alto Catumbela, já teve início, com a remoção e selagem dos resíduos industriais perigosos em reservatórios próprios. O processo de remoção começou em Agosto. 
 

O processo de descontaminação das instalações fabris da Companhia de Celulose e Papel de Angola, no Alto Catumbela, município da Ganda, já teve início, com a remoção e selagem dos resíduos em reservatórios próprios.
Nuno Marques, representante da empresa “Águas de Angola”, encarregue dessa empreitada, disse que os trabalhos, iniciados em Agosto, constam actualmente da remoção e selagem de resíduos industriais perigosos e inertes contaminados nas instalações fabris.
“Estamos a descontaminar parte do perímetro e a evitar possíveis contaminações dos produtos que ainda existem nas instalações fabris da Celulose”, afirmou à comunicação social o representante da empresa. Nuno Marques, para quem o perigo maior neste momento está controlado, adianta que a contaminação dos terrenos constitui igualmente perigo para as pessoas e animais.
 O objectivo principal desta intervenção é eliminar o risco de contaminação.  A empreitada, iniciada em Agosto, tem a duração de 100 dias.
 De acordo com o representante da empresa Águas de Angola, desde o início dos trabalhos efectuou-se a limpeza dos solos e a selagem dos reservatórios, com a preparação das superfícies para aplicação de produtos próprios para o efeito.
“A recepção dos sacos para a acomodação dos produtos químicos está a decorrer e posteriormente iniciar-se-á o transporte para o aterro dos referidos produtos, logo depois de serem adequadamente neutralizados”, sublinhou.
O encarregado acrescentou que na última fase dos trabalhos, as estruturas afectadas são demolidas e os entulhos daí resultantes são igualmente removidos para o respectivo aterro.
Nuno Marques, que fez essas declarações durante a mais recente visita efectuada por uma delegação chefiada pelo governador Armando da Cruz Neto àquelas instalações fabris, referiu que, até ao momento, os trabalhos decorrem sem registo de ocorrências de relevo.
A Companhia tem uma unidade fabril e um perímetro florestal de 64.556 hectares. A partir de 1982 deixou de produzir papel devido a degradação das suas instalações.

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