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Sector da Energia e Águas mereceu atenção especial

António Gonçalves | Catumbela

O sector da Energia e Águas foi  o que mereceu maior prioridade na província de Benguela, durante os últimos 15 anos, onde as infra-estruturas de geração e transporte estão a ser construídas em áreas remotas, atravessando territórios quase desprovidos de população, para atingirem outras áreas distantes e de grandes concentrações humanas.

A garantia foi dada terça-feira pelo governador Isaac dos Anjos, na localidade da Gama, município da Catumbela, durante o acto que marcou a celebração do décimo quinto aniversário da conquista da paz em Angola.
Durante o discurso, Isaac dos Anjos apelou aos angolanos no sentido de exercerem o seu direito de voto durante as eleições gerais previstas para o próximo mês de Agosto, respeitando o direito à livre escolha dos dirigentes do país.
“É o momento dos partidos políticos virem a público apresentarem os seus programas e principais opções políticas de governação. Nesta fase de pré-campanha, é tempo da sociedade dizer o que espera das forças políticas e quais as opções de gestão governativa que gostariam de ver concretizadas”, disse. Para o governante, é preciso que discutamos nesta época políticas creditícias, modelos de estruturação financeira que sejam inclusivos a todos, que permitam que a nova sociedade possa contar e viver com o seu salário e com disponibilidade de crédito.
Para Isaac dos Anjos, os angolanos não devem ter vergonha da falência. “Se alguns faliram, é porque não sabiam gerir e se não sabiam gerir, é porque não lhes tinha sido dada nenhuma oportunidade para gerir. Estamos a aprender todos nesse caminho, há erros e estamos aqui para os reconhecer. Estamos aqui para pedir àqueles que erraram a não ter vergonha de irem para a sala de aulas e explicarem porque é que erraram, para que os outros não cometam o mesmo erro”, sublinhou.
Segundo o governador de Benguela, dizer que no Dia da Paz não nos devemos recordar do passado é um grande erro, porque assim nunca saberemos quão penoso foi chegarmos a este dia. A paz como bem comum, acrescentou, deve ser cultivada todos os dias, sob pena de ela nos escapar das mãos todos os dias.
O governante afirmou que o 4 de Abril constitui o fim de um longo processo histórico, que as novas gerações devem conhecer, para que não se entusiasmem numa nova aventura de guerra, sem que se esgotem os caminhos do diálogo e da concertação.

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