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Sector da Energia e Águas regista avanços no Lobito

Jesus Silva |

O administrador municipal do Lobito, Alberto Ngongo, reconheceu os ganhos registados nos vários domínios da vida económica e social no decurso de 2017, naquela localidade, com principal realce para os sectores da Energia, Águas e Habitação.

Reabilitação e construção de sistemas de captação e distribuição fazem a população deixar de percorrer longas distâncias em busca de água
Fotografia: Edições Novembro

Alberto  Ngongo, que falava por ocasião das celebrações dos 104 anos da cidade, assinalados no passado dia 2, destacou  a  estabilidade verificada no fornecimento da energia eléctrica na região metropolitana da província, que engloba as cidades de Benguela, Lobito, Catumbela e Baía Farta.
As celebrações da efeméride foram marcadas com o ensaio das três novas turbinas, recentemente adquiridas pela Empresa Nacional de Distribuição de Energia (ENDE). “Há um grande esforço do Executivo no sentido de melhorar a distribuição de energia, para que sejam materializados os projectos que prevêem a instalação de várias indústrias, visando diminuir o índice de desemprego”, salientou.
Alberto Ngongo afirmou que após um estudo efectuado por técnicos do sector, a substituição de lâmpadas incandescentes por luzes económicas e ecologicamente mais viáveis atingiu, no município do Lobito, um total de 14.780 lâmpadas, mitigando, desta forma, o esforço dos Postos de Transformação (PT) nos bairros 27 de Março, 17 de Setembro e São João, localizados na zona alta da cidade.
No que concerne ao abastecimento de água à população, o responsável informou que a Empresa de Água e Saneamento do Lobito (EASL) possui uma cobertura de 90 por cento, cuja conclusão está a ser dificultada pelas construções anárquicas verificadas em algumas artérias.
A Administração tem em agenda, no quadro do programa do Executivo, a requalificação da cidade de forma faseada, o que tornará o município do Lobito, nos próximos 50 anos, numa das melhores regiões em termos de infra-estruturas de água e energia, bem como na mobilidade da cidade, com novas vias secundárias e terciárias, que neste momento ainda têm causado transtornos ao trânsito.
“Neste momento, a visão é levar a cidade para a zona Norte em direcção às povoações do Culango, Canjala e aproximação com a fronteira do Bocoio, facto pelo qual os novos planos de urbanização prevêem a venda de mais de 500 lotes na Hanha da Praia, para a construção de casas para vender aos munícipes, com a distribuição de água e energia acautelada pelo Executivo”, avançou  Alberto Ngongo. Quanto à nova centralidade do Lobito, com três mil habitações, a serem comercializadas nos próximos meses, admitiu que a construção da mesma deu uma nova imagem à cidade, pelo facto de, no contexto do país, o município ter sido um dos contemplados nesta primeira fase. O responsável alertou, por outro lado, que a Administração Municipal está a usar todos os mecanismos para combater a venda ilegal de terrenos, considerando que esta atitude atenta contra os critérios de gestão municipal e criam transtornos de irreparável solução.
O administrador apontou como perspectivas futuras a implementação de projectos de impacto social, como do novo Lobito, que já está em curso, a requalificação da baixa da cidade, a geminação com as cidades de Miami e Durban, que preconizam parcerias empresariais nos domínios da indústria imobiliária e do turismo. 
Alberto Ngongo assegurou que o município prima por uma gestão participativa, que se fundamenta na integridade, solidariedade e resolução dos problemas mais prementes, mormente a limpeza e desobstrução das valas e canais de drenagem das águas pluviais, assim como a recolha de resíduos sólidos.
Na ocasião, o pastor da Igreja Evangélica Congregacional de Angola (IECA), Adriano Satende Santos, enalteceu os esforços empreendidos em prol da melhoria dos serviços básicos prestados à população da região.
A história do município do Lobito remonta dos finais do século XIX e princípios do século XX, e é marcada pelo contrato mineiro, que tinha por objectivo ligar o Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) à Baía do Lobito.
Desde então, dado o desenvolvimento do CFB e do Porto Comercial, empresas de dimensão internacional concorrem entre si, fazendo com que a câmara municipal da Catumbela se mudasse para o Lobito, a 2 de Setembro de 1913.
Lobito é um dos dez municípios de Benguela, situado a 30 quilómetros da sede provincial, com uma extensão de 2.700 quilómetros quadrados, limitado a norte pela província do Cuanza- Sul, a leste pelo município do Bocoio, a sul com o município da Catumbela e a oeste pelo oceano Atlântico e tem 324.050 habitantes.

Munícipes exortados a abraçar normas de convivência social

O administrador municipal do Lobito pediu aos munícipes para viverem de acordo com as normas de convivência social, respeito pelo bem público e urbanidade, sob pena de enfrentarem sérias dificuldades para se fixarem na circunscrição, pois o tempo da impunidade e tolerância acabou.
Alberto Ngongo, que falava durante o acto solene por ocasião dos 104 anos da cidade do Lobito, adiantou que doravante as autoridades administrativas do município serão implacáveis com os abusadores e aproveitadores, pois são usados todos os recursos legais para combater os vendedores de terrenos, porque a sua atitude oportunista atenta contra os critérios da gestão municipal e criam transtornos de irreparável solução.
Debruçando-se sobre as perspectivas de desenvolvimento do município, Alberto Ngongo apontou como prioridade o projecto do novo Lobito, de requalificação da baixa da cidade, geminação com as cidades de Miami (Estados Unidos) e Durban (África do Sul), que preconizam parcerias empresariais nos domínios da indústria imobiliária e do Turismo.
“Precisamos determinar com rigor as nossas potencialidades locais, para apresentá-las aos potenciais  investidores e tirarmos delas o proveito que beneficia  todos”, frisou Alberto Ngongo, que acrescentou que os lobitangas têm plena consciência de que o seu município é um dos pólos indutores do desenvolvimento regional e nacional e que na localidade reside a esperança de se melhorar a qualidade de vida.
Segundo Alberto Ngongo, a Administração do Lobito está  a fazer loteamentos para distribuir à população.

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