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Sector da saúde no Bocoio reforçado com enfermeiros

Jesus Silva | Lobito

O município do Bocoio, na província de Benguela, conta, desde o último fim de semana, com mais  100 enfermeiros, prontos para o preenchimento de vagas em unidades sanitárias estatais e privadas.

Dezenas de enfermeiros estão à disposição do mercado de trabalho no município do Bocoio
Fotografia: José Soares

A administradora municipal do Bocoio, Deolinda Variangula, disse aos formandos que ser finalista não é o fim, mas o começo de uma carreira cheia de sacrifícios e, muitas vezes, situações desagradáveis.
“Vão enfrentar hospitais cheios, sempre que houver uma catástrofe ou uma epidemia, ouvindo insultos dos doentes e seus familiares, dar banho a muitos doentes, receber grávidas já em trabalho de parto e a cheirarem a fumo, porque primeiro foram ao quimbanda”, disse Deolinda Variangula.
Os finalistas foram  aconselhados pela administradora do Bocoio a estarem preparados para serem “incomodados” nas madrugadas, mesmo em dia de folga, a suportar doentes teimosos, que não cumprem com os conselhos médicos, tuberculosos e hipertensos que vão consumir álcool e muito sal na comida, entre outros casos.
“Vocês vão travar discussões com os que acham que as vacinas fazem mal à saúde e que quem apanha as vacinas não tem filhos e outros vão dizer que quem tem sarampo não pode ir ao hospital”, concluiu a administradora.

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