Províncias

Sociólogo condena hospitais que guardam medicamentos

António Gonçalves | Benguela

O sociólogo Francisco Tchandja condenou ontem as unidades hospitalares que guardam medicamentos, numa altura em que muitas pessoas, com familiares internados, recorrem a farmácias privadas, para a aquisição dos fármacos.

Incêndio ocorrido no Lobito destruiu muitos fármacos
Fotografia: Jesus Silva | Edições Novembro | Benguela

“Comportamentos do género devem ser repreendidos, porque são estas acções que mancham os esforços do Executivo”, sublinhou Francisco Tchandja, acrescentando que a questão ligada ao bem-estar do cidadão constitui um direito salvaguardado constitucionalmente. 

O sociólogo, que se pronunciava relativamente ao incêndio de grandes proporções ocorrido segunda-feira no Hospital Geral do Lobito, que provocou danos avaliados em mais de 200 milhões de kwanzas, à farmácia e ao principal depósito de medicamentos, disse que o direito à saúde e à assistência médica e medicamentosa constituem um direito constitucionalmente salvaguardado.
“Tendo em conta o relato dos munícipes, segundo o qual, aquela unidade hospitalar passava receitas para a compra de medicamentos, para o tratamento de familiares internados, em farmácias privadas ou mesmo no mercado informal, constitui violação do que está constitucionalmente plasmado”, sublinhou o sociólogo Francisco Tchandja.

Tempo

Multimédia