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Técnicos em acção formativa

Maximiano Filipe | Benguela

Um grupo de 22 profissionais do sector da Saúde terminou, em Benguela, uma acção de formação de três dias sobre violência de género e técnicas para combater a propagação do vírus do Sida.

Diversas acções têm sido desenvolvidas em quase todo o país para se evitar a discriminação dos seropositivos e a propagação da doença nas comunidades
Fotografia: Jornal de Angola

A formação, realizada pelo Serviço Internacional para a População (PSI) em parceria com a direcção provincial da Saúde, destinou-se a aumentar os níveis de competências técnicas e metodológicas dos profissionais para melhorarem a actuação junto da população alvo e garantir a qualidade de atendimento.
Nos três dias, os técnicos adquiriram conhecimentos sobre pré-teste, cultura, violência de género, grupos de população vulnerável e a propagação do VIH/Sida, bem como o protocolo nacional de segurança em caso de violência. Na acção de formação foram tratadas também questões sobre ética e confidencialidade, a lei 08/04 sobre o VIH/Sida, rastreio, diagnóstico e tratamento das infecções transmissíveis sexualmente, protocolos sobre VIH, prevenção da gravidezes indesejadas e métodos anticoncepcionais pós-estupro.

Apoio às vítimas de violência


As questões sobre a violência e os serviços de apoio às vítimas de violência,interligação com os serviços de saúde, estratégias de prevenção combinada do projecto pró activo foram também debatidas durante a formação. A acção formativa é parte do projecto denominado “Projecto proactivo”, desenvolvido pela Organização Humanitária Internacional (OHI), financiado pela USAID, com duração de nove meses.
O encontro foi dirigido por dois especialistas em matérias sobre estigma e propagação do VIH/Sida, Valentina Rossi, coordenadora dos serviços clínicos do PSI em Angola, e José Mendes, especialista em ginecologia do banco externo do Hospital Provincial de Benguela.
O projecto pró activo, que está a ser desenvolvido nos municípios do Lobito, Benguela e da Baia Farta, envolve sete activistas comunitários.
Valentina Rossi acrescentou  que acções formativas idênticas estão a ser realizadas nas províncias de  Luanda, Huíla, Cunene e Huambo.

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