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Bens deteriorados por falta de clientes

Estanislau Costa| Humpata

Inúmeras quantidades de refrigerantes de diversos sabores produzidos no complexo industrial “Laranjinha”, no município da Humpata, Huila, ficaram deterioradas por falta de escoamento.

Governador provincial visitou a fábrica para se inteirar dos principais problemas
Fotografia: Estanislau Costa

Inúmeras quantidades de refrigerantes de diversos sabores produzidos no complexo industrial “Laranjinha”, no município da Humpata, Huila, ficaram deterioradas por falta de escoamento.
Os prejuízos para a empresa, devido a estas perdas, encontram-se na ordem dos 300 a 500 mil dólares, disse o responsável do referido complexo industrial, Evaristo Macedo, que revelou os dados durante a visita que o governador Isaac Maria dos Anjos efectuou, nesta segunda-feira, ao estabelecimento.
Além de refrigerantes, constam igualmente dos produtos deteriorados quantidades de marmelada e pasta de tomate, entre outros, explicou Evaristo Macedo.
O apodrecimento destes produtos representa um grande prejuízo para a economia do complexo industrial Laranjinha, que possui actualmente 14 linhas de produção de diversos alimentos, entre os quais refrigerantes, doces, fruta em calda, vinagre, vinho de laranja, tomate pelado e pasta de tomate.
“A nossa preocupação, desde a entrada em funcionamento do complexo, há dois anos, centrou-se no escoamento dos produtos para o mercado nacional, pois a grande dificuldade dos produtores está no processo de comercialização e consumo”, disse Macedo. Os produtores cumprem com a parte mais difícil, que é assegurar a produção local, mas quando chega o momento de colocar os produtos no mercado vacilam por vários factores, explicou. Entre eles, salientou o facto de a produção nacional ser mais cara em relação ao produto importado, embora muitos dos bens industriais importados sejam subvencionados no ponto de origem.
Questionado sobre a qualidade e redução dos preços dos produtos de maior acessibilidade para os consumidores, disse que o problema não se põe na qualidade nem nos preços, mas sim no escoamento.
“Há contratos de fornecimento firmados com certas empresas públicas e privadas, mas ainda não estão no activo. Alimentamos sempre esperanças de que os produtos Laranjinha vão ser comprados”, sublinhou.

Complexo paralisado

O complexo industrial “Laranjinha”, orçado em mais de 30 milhões de dólares, num investimento da Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas, encontra-se, neste momento, paralisada por falta de matéria-prima e consumíveis.
Evaristo Macedo assegurou que a fabrica vai retomar a actividade dentro de dois meses, momento em que ficará regularizada a situação das cartas de crédito de importação dos consumíveis e matérias-primas.

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