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Acidentes e calamidades causam mais de 30 óbitos

Mário de Carvalho | Cuito

Pelo menos, 32 pessoas morreram e 59 outras ficaram feridas, em consequência de sinistros e calamidades naturais ocorridos na província do Bié, durante o primeiro trimestre do ano em curso.

Cidade do Cuito foi uma das localidades onde ocorreram vários acidentes por negligência
Fotografia: Edson Fabrízio (Bié)

De acordo com o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros no Bié, as principais causas dos sinistros estão relacionadas à negligência por parte de alguns cidadãos, curto-circuito e fuga de gás.

O Serviço de Protecção Civil e Bombeiros esclarece que os incidentes provocados por erro humano registaram-se em várias instituições do Estado e do sector privado.
A corporação de bombeiros informou ainda que no mesmo período realizou 93 serviços de socorro, com destaque para a neutralização de enxames de abelhas, protecção de aeronaves, sucção de água, protecção de viaturas-cisterna de líquidos inflamáveis, corte e remoções de árvores.
No período em referência, no capítulo do salvamento em sinistros e calamidades naturais foram registados 59 feridos dos quais, 37 desencarcerados em acidentes de viação, 10 atingidos por descargas atmosféricas, quatro por agressões físicas, três por iminência de afogamento, dois por consequência de incêndio, um por invasão de animal (hipopótamo), outro por desabamento de residência e um por violação sexual.
As forças ligadas ao Serviço de Protecção Civil e Bombeiros realizaram várias operações de especialidade, tendo salvado com vida 67 pessoas, e efectuaram 66 assistências pré-hospitalares e transporte de pacientes a partir das suas residências e da via pública, com diversas patologias, para o Hospital Provincial do Bié e Centro Materno-Infantil do Cuito.
No trimestre em análise, a Protecção Civil procedeu ao registo de 549 casas afectadas a nível da província, das quais 522 destruídas parcialmente, 26 alagadas, oito igrejas e cinco escolas, igualmente, alagadas e uma casa sem tecto, com 3. 294 pessoas a viverem em condições difíceis de habitabilidade.
A força da natureza afectou, ainda, oito postes de transporte de corrente eléctrica, igual número de templos, um comité de acção do MPLA, um repetidor de sinal de rádio, um armazém, 13 escolas, um hospital regional, uma farmácia e um poste de telecomunicações.
No período em análise, o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros efectuou o controlo de 184 objectivos económicos, 33 reavaliações e ditadas medidas de natureza diversa. Ainda nesta senda, a corporação realizou , em vários municípios, actividades de prestação de serviços, arrecadando através das quais cerca de dois milhões de kwanzas para os cofres do Estado.

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