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Agricultura familiar no Bié consolidada brevemente

Delfina Victorino | Cuito

O director provincial da Agricultura no Bié, Marcolino Rocha Sandemba, disse no final de semana, no Cuito, que a concentração na consolidação permanente da agricultura familiar faz parte dos programas agendados para o ano de 2017.

Durante o balanço das actividades do ano em curso e perspectivas para o próximo ano,  Marcolino Rocha Sandemba afirmou que o sector florestal deve ser bem explorado, tendo em conta a produção da madeira.
O director provincial da Agricultura esclareceu que reforçar a fiscalização no sector florestal, para render maior receita ao Estado e melhorar as condições sociais das populações consta da lista dos projectos a serem executados no próximo ano.
A produção de mel e madeira deve ser reforçada para minimizar as dificuldades das populações, através da rentabilização económica, explicou o responsável da Agricultura no Bié.
O director provincial da Agricultura reconheceu que a produção pecuária na região é insignificante para a demanda de consumidores existentes e não é possível falar da produção de animais em grande escala. Quanto ao sector da avicultura, o responsável do sector agrícola afirmou que há cinco anos o Bié possuía cinco empresários avícolas em dimensões diferentes na produção de ovos e abasteciam muitas províncias do país.
O número de empresários e produtores avícolas baixou nos últimos anos no Bié, por razões que devem ser analisadas para estes voltarem a desenvolver a produção de ovos e elevarem o nome da província.
Marcolino Rocha Sandemba sublinhou que “é preciso saber se a redução de produtores avícolas deveu-se à falta de dinheiro por parte dos investidores ou de problemas ligados ao sector da agricultura, principalmente a área de veterinária, que não terá desempenhado o seu papel”.
O director da Agricultura pediu aos vários autores  do sector a reflectirem sobre o desenvolvimento da actividade agrícola na província. Por outro lado, Marcolino Rocha Sandemba incentivou os camponeses da região, com realce para os dos municípios do Andulo e Nharea, tradicionais produtores cafeícolas, a superarem, nos próximos anos, as 200 toneladas de café arábica produzidas em 2015, apesar da crise que o país enfrenta.

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