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Atraso nas obras preocupa automobilistas

José Chaves | Andulo

Automobilistas que circulam no troço rodoviário Cuito/Andulo, no Bié, estão preocupados com o atraso que se verifica nas obras de reabilitação dos 60 quilómetros da referida via.

Está em curso o programa de reabilitação de estradas para facilitar as trocas comerciais
Fotografia: Dombele Bernardo

Os trabalhos começaram há mais de três anos e não se sabe quando é que terminam.
“Lamentamos mais uma vez a paralisação das obras de reabilitação do troço Andulo/ Cuito, a cargo da empreiteira nacional Planasul, que não consegue concluir os trabalhos há mais de três anos”, disse o condutor António Fausto.
Eduardo Vissapa, taxista, que circula diariamente neste troço, disse que a paralisação das obras está a permitir a danificação dos trabalhos já efectuados, devido às chuvas regulares que caem na região, causando enormes transtornos à circulação de pessoas e mercadorias.
A estrada nacional 140, que liga a cidade do Cuito ao Andulo, está a ser reabilitada desde 2010, numa extensão de 130 quilómetros. As obras têm sofrido várias interrupções, o que cria embaraços à circulação rodoviária.
Até a paralisação das referidas obras, a empresa encarregue da empreitada já tinha asfaltado mais de 20 quilómetros de estrada, colocado a camada betuminosa, terraplanado o restante troço, trabalho entretanto danificado pelas chuvas.
A entrada do Cunhinga e o troço Cunhinga/Cangalo são os locais que mais preocupam os automobilistas.  A estrada nacional 140 permite a ligação do Bié às províncias do Huambo, Cuanza Sul e Malanje.

Andulo/Calussinga/Mungo

A estrada que liga o Andulo a Calussinga e ao Mungo permite a ligação entre o Bié e a província do Huambo. A viagem de Calussinga  ao município do Mungo, num percurso de 67 quilómetros, é feita de forma rápida e em condições cómodas.
O troço beneficiou de novo tapete asfáltico há dois meses, foi alargado e está bem sinalizado. A estrada é uma autêntica pista. Os automobilistas desfrutam de um tapete com todas as condições de orientação e advertência, que vão desde a sinalização vertical à horizontal, dos protectores aos reflectores nas pontes, passadeiras e espaços de estacionamento. Com a abertura da via Calussinga/Mungo os condutores provenientes do Andulo e Nharêa podem agora chegar à província do Huambo e ao município do Lobito sem terem de passar pelo Cuito, capital da província do Bié. As obras tiveram início em Setembro de 2011 e foram concluídas em Março deste ano.
A estrada está a facilitar o escoamento de bens agrícolas. No troço foram igualmente construídas duas  pontes metálicas sobre os rios Luvulo II e Mutuakuva, ambas com 18 metros de comprimento.

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