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Bairros do Cuito ficam livres de ravinas

João Constantino| Matias da Costa| Cuito

As autoridades administrativas da cidade do Cuito, província do Bié, desenvolveram várias acções que permitiram o es­­tancamento de três grandes ra­vinas nos bairros Tchissindo, Setecol e Catraio.

Vista parcial da cidade do Cuito onde as autoridades administrativas desenvolvem várias acções para estancar as ravinas
Fotografia: Edson Fabrizio|cuito

As autoridades administrativas da cidade do Cuito, província do Bié, desenvolveram várias acções que permitiram o es­­tancamento de três grandes ra­vinas nos bairros Tchissindo, Setecol e Catraio.
O administrador municipal Moisés Capapelo Cachipaco, que a­nunciou ontem o facto, disse que as referidas ravinas ameaçavam engolir várias residências e outras infra-estruturas sociais.
Os trabalhos prosseguem noutros bairros da cidade do Cuito, para que esta situação também seja resolvida nalgumas comunidades que ainda a enfrentam.
Moisés Cachipaco disse que “todos estão contentes por este feito, principalmente por termos evitado que elas destruíssem infra-estruturas importantes, como é o caso da ravina do bairro Catraio, que avançava em direcção à Casa da Cultura Agostinho Neto”.
O administrador assegurou que, neste momento, estão a ser preparadas as condições para se combater as ravinas dos bairros Sangangawé e Cantiflas. O programa está a ter custos muito altos para as autoridades, mas, ainda assim, o Governo Provincial trabalha paulatinamente para travar a progressão destas ravinas”, afirmou.
O administrador do Cuito afirmou igualmente que a rápida propagação das ravinas pelas artérias da cidade tem a ver com a exploração ilegal de inertes em locais proibidos e pelo desgaste das terras.
Por outro lado, o Gabinete de Supervisão de Luta contra a SIDA intensificou as acções de informação e educação sobre a prevenção e tratamento da doença, nas discotecas, bares, mercados informais, par­que de camiões e pontos fronteiriços da província do Bié.

Combate à Sida


O supervisor provincial da Luta conta a SIDA, Adelino Camate, disse que a campanha centra-se na distribuição de materiais e realização de palestras, envolvendo formação de activistas municipais e comunais. O responsável apontou também a extensão e ampliação de salas para testagem voluntária.
Adelino Camate disse ser preocupante o actual registo clínico da doença e esclareceu que este ano foram efectuados 7.486 testes, dos quais 172 são positivos, que resultaram em 13 óbitos.
O supervisor revelou que a faixa etária dos 14 aos 35 anos é a mais afectada, tendo registado uma prevalência de 5,8 por cento.
O responsável provincial do Bié do programa de Luta contra o Sida declarou que em todas as actividades realizadas na província foram sensibilizadas 36.486 pessoas e distribuídos 574.800 preservativos, 100 mil folhetos e mais de 50 mil livros de activista.

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