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Bancos de sementes melhoram a produção

Delfina Victorino e Matias da Costa | Cuito

O responsável do Instituto de Desenvolvimento Agrário, Roque Receado, afirmou ontem, no Bié, que a existência de bancos de sementes agrícolas na província tem melhorado a produção agrícola.

Mais de 100 famílias camponesas foram assistidas com sementes e fertilizantes
Fotografia: Jornal de Angola

O responsável do Instituto de Desenvolvimento Agrário, Roque Receado, afirmou ontem, no Bié, que a existência de bancos de sementes agrícolas na província tem melhorado a produção agrícola.
Roque Receado disse que aquela instituição está a adoptar o método de reserva das sementes em stocks com o objectivo de manter os níveis da actividade agrícola e adiantou que na província existe, em grande escala, reserva de sementes de milho, provenientes do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural e Pescas, pelo facto de constituir uma das principais culturas na região.
O responsável do IDA garantiu que 132 famílias foram assistidas, este ano, com materiais de cultivo e sementes no quadro da luta contra a miséria e a fome.
Roque Receado disse ainda que a condição alimentar já é visível em diversas localidades da província e defendeu a necessidade de se aumentar as variedades de sementes. 
As chuvas que se abatem na região, com muita intensidade, estão a estrangular várias de áreas de produção, sobretudo de legumes, facto que, aliado ao número insuficiente de técnicos agrícolas para cobrir as estruturas municipais e comunais, criam um cenário preocupante.
No quadro do crédito agrícola, foram inscritas 26 associações e cooperativas e Roque Receado afirma que o IDA tem acompanhado constantemente a actividade agrícola, em parceria com algumas instituições Não-Governamentais.
A criação e construção das escolas agrícolas teve início em 2007, com o objectivo de incentivar e aumentar a actividade agrícola na região, existindo actualmente em número de 56, com duas mil famílias inscritas em todos os municípios. 

Malária

 O chefe de repartição da Saúde Pública no Bié, João Campos, informou na segunda-feira, na cidade do Cuito, que a malária é a primeira causa de mortalidade na província. Referiu que o sector registou, no segundo trimestre deste ano, 83.345 ocorrências que resultaram em 243 óbitos, afectando crianças até aos cinco anos e adolescentes maiores de 15 anos de idade.
João Campos, que falava das actividades relacionadas com as principais enfermidades, indicou que as doenças diarreicas agudas e as infecções respiratórias surgem logo a seguir, com 16.532 e 12.852 casos registados, respectivamente.
Diante do quadro, o responsável da saúde pública na província, salientou que o investimento público na província dá prioridade ao equipamento dos centros hospitalares do Bié, para combater as doenças vulneráveis, e acrescentou que o sector intensifica o programa de educação de saúde pública nas comunidades, sensibilizando os populares para a promoção de saúde e prevenção de enfermidades.
O clínico adiantou que aquele ramo da saúde está a reforçar os seus recursos clínicos, com vista tornar a assistência sanitária mais próxima do cidadão e fortalecer o programa de luta anti-larval, bem como alargar a distribuição de mosquiteiros nos arredores da província.    

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