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Bié aguarda por melhorias no fornecimento de energia

Mário de Carvalho | Cuito

 Uma nova central térmica destinada a fornecer energia eléctrica à cidade do Cuito, província do Bié, e com capacidade para produzir dez megawatts, vai começar a funcionar ainda no primeiro semestre deste ano.

Vista parcial da cidade do Cuito que brevemente vai passar a estar melhor iluminada
Fotografia: Jornal de Angola

Uma nova central térmica destinada a fornecer energia eléctrica à cidade do Cuito, província do Bié, e com capacidade para produzir dez megawatts, vai começar a funcionar ainda no primeiro semestre deste ano.
Os trabalhos de construção civil da central, situada na localidade de Caluapanda, arredores do Cuito, estão avançados e nos próximos dias entra em funcionamento o grupo um, que tem capacidade para produzir 2,5 megawatts de corrente eléctrica, que será transmitida ao posto de seccionamento situado na cidade do Cuito, seguido de outros, à medida que forem sendo instalados. De acordo com o director provincial de Energia e Águas, Abel Guerra, o Bié depende actualmente, na sua totalidade, do fornecimento de corrente eléctrica a partir de grupos geradores instalados nas sedes municipais e comunais, tendo a sua direcção traçado projectos que estão em curso, no sentido de mudar este quadro.
“Dentro em breve teremos energia a partir da barragem hidroeléctrica do Ngove, província do Huambo, uma vez que a colocação dos postes destinados à transportação já chegaram ao município do Chinguar, a cerca de 75 quilómetros do Cuito”, referiu Abel Guerra.
O responsável da Energia e Águas acrescentou que, de momento, o Cuito fornece apenas 2,4 megawatts, que suportam as ligações domiciliares. A estes são acrescentados 500 KVA por intermédio de pequenos grupos geradores, instalados nalgumas ruas, que garantem a iluminação pública.
Os 2,4 megawatts são assegurados pela Empresa Nacional de Electricidade (ENE) que, com várias restrições, atende as zonas urbana e suburbana da cidade, enquanto para a iluminação pública o governo provincial contratou uma empresa privada do ramo.
Nos restantes municípios que compõem a província, o fornecimento de energia eléctrica é efectuado por grupos geradores de diferentes capacidades, que garantem, com restrições, as ligações domiciliares e públicas.
Relativamente ao pagamento de energia por parte dos consumidores, Abel Guerra disse que a rede de distribuição foi severamente destruída durante a guerra e embora já tenha sido recuperada, a solicitação ainda é maior do que a capacidade de fornecimento. Por essa razão, grande parte das residências ainda não dispõe de electricidade. Além disso, muitas pessoas fazem ligações anárquicas, não efectuando a respectiva legalização na ENE.
“Chamo à atenção dos que têm esse tipo de comportamento, no sentido de regularizarem os contratos, para podermos garantir a sustentabilidade do sistema. Não podemos continuar a fornecer energia sem que os consumidores dêem a sua comparticipação, pois temos custos na produção, manutenção e operação destes sistemas”, realçou.    
Abel Guerra garantiu que, a médio e longo prazo, a província do Bié terá a produção de energia eléctrica a partir de mini hídricas.

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