Províncias

Bié corte vertical reduz bebés com VIH/Sida

Matias da Costa /Cuito

A adesão massiva de mulheres grávidas, na província do Bié, ao Programa de Prevenção e Transmissão do VIH/-Sida de mãe para o filho, por intermédio do corte vertical, levou à redução de mortes de crianças causadas pela doença no ano passado. O Bié registou apenas 35  óbitos, contra 47 em 2017.

Fotografia: DR

Os dados foram apresentados pelo director do Gabinete Provincial da Saúde durante a abertura da campanha “Nascer Livre para Brilhar”. João Campos  disse que muitos parceiros de mulheres grávidas infecta-das optaram voluntaria-mente por aderir às  consultas grátis e ao acompanhamento médico nos centros de aconselhamento das unidades hospitalares.
“É de louvar a coragem das mulheres que se deslocam aos hospitais para saberem sobre o seu estado serológico. Isso permitiu o abrandamento da prevalência da doença na província de 5.9 para 1.9”, afirmou.
O responsável da Saúde no Bié informou que estão disponíveis na província 23 laboratórios bem apetrechados e 116 salas de aconselhamento, que diariamente recebem pessoas portadoras e famílias afectadas.
A cidadã Conceição Jamba é das inúmeras pacientes que aderiu ao Programa de Prevenção da Transmissão do VIH/Sida. A seropositiva deu à luz a dois filhos sem a doença.“Convivo com a doença há oito anos, e fruto dos partos por corte vertical, os meus dois últimos filhos nasceram sem o vírus”, disse, para acrescentar: “soube que tinha a doença só depois de seis meses de gravidez, através de exames laboratoriais. Desde então passei a ter acompanhamento médico”.
Ana Maria, 26 anos, contraiu o VIH em 2017, engravidou e durante a gestação passou a frequentar as consultas. Deu à luz  uma menina, que hoje está com um ano e oito meses e sem o vírus.  Está filiada na associação “Mwenho” na cidade do Cuito, cujo objecto social é levar experiências e apoios às  mulheres portadoras da doença.

Tempo

Multimédia