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Bié trava a caça ilegal

Delfina Victorino | Cuito

O abate indiscriminado de árvores e animais nas zonas rurais tem influenciado a má preservação do meio ambiente, afirma o director provincial do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) no Bié, Julião Domingos.

Várias espécies de animais existentes na província do Bié estão a correr o risco de extinção
Fotografia: Jornal Angola

Para minimizar a situação, foi lançada recentemente uma campanha de recolha de materiais utilizados para a caça ilegal, no sentido de desencorajar quem a pratica.
O director do IDF explicou que a medida se destina a reduzir o abate ilegal de animais e árvores de várias espécies existentes nesta região, que conhece um número elevado de casos.
Julião Domingos salientou que os municípios do Chitembo, Cuemba e Cuito são as localidades onde a caça ilegal tem sido mais frequente, facto que, como disse, prejudica a reprodução de algumas espécies. Cabras do mato, javalis, coelhos, palancas e outros tipos de animais, de acordo com o responsável do IDF, são abatidos diariamente por pessoas que comercializam a carne para a sua sobrevivência.
As queimadas de florestas têm criado, igualmente, consequências fatais ao ambiente, desde a infertilidade do solo para cultivo, como o desaparecimento de diversas espécies que a província do Bié possui.
O responsável do IDF adiantou, igualmente, que a falta de conhecimento por parte da sociedade e as condições sociais e financeiras enfrentadas por muitos prevaricadores têm sido os motivos de justificação apontados pelas pessoas que têm esta prática.

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