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Calussinga atrai inúmeros turistas

José Chaves | Calussinga

A comuna de Calussinga, 75 quilómetros a oeste do município do Andulo, província do Bié, tem recebido nos últimos tempos muitos turistas nacionais e estrangeiros, revelou  a administradora local.

A comuna de Calussinga, 75 quilómetros a oeste do município do Andulo, província do Bié, tem recebido nos últimos tempos muitos turistas nacionais e estrangeiros, revelou  a administradora local.
Faustina Mbundo disse ao Jornal de Angola que a administração comunal tem registado uma afluência de centenas de turistas, que se deslocam diariamente àquela região do centro do país.
A sua localização geográfica, de acordo com os responsáveis da administração, tem contribuído para que muitos cidadãos de outras paragens acorram à localidade para desfrutar das potencialidades turísticas da zona.
A vila de Calussinga está em franco crescimento, com a construção e reabilitação de várias infra-estruturas de impacto social, o que, segundo as autoridades administrativas, tem ajudado ao desenvolvimento do sector turístico.
As referidas acções, como consideram os habitantes da comuna, estão a contribuir para que a localidade renasça dos escombros e consiga ganhar uma nova imagem, no âmbito do Programa Integrado Municipal de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza.
O turista Artur Francisco, residente no município de Mussende, província do Kwanza-Sul, disse que tem visitado regularmente a vila de Calussinga, devido à sua localização geográfica. “Passo sempre por Calussinga quando vou ao Cuito ou ao Huambo. Para mim, é uma paragem obrigatória”, realçou. Carlos Manuel, que costuma circular no troço Cuito/Malange/Luanda, afirmou que todas as vezes que viaja por aqueles lados, escolhe a rota que passa por Calussinga, tendo em conta as suas potencialidades turísticas.
Maria Cacinda vive em Luanda e desloca-se à vila de Calussinga regularmente por ser um lugar com fortes atractivos turísticos. “Visito Calussinga todos os anos, desde a chegada da paz”, realçou.

Estatuto de município


Fruto do seu desenvolvimento, a comuna de Calussinga pode vir a ascender à categoria de município, dentro do novo programa de requalificação e divisão administrativa, disse a responsável.
Dados da administração municipal do Andulo revelam que o desenvolvimento socioeconómico que a localidade atingiu, nos últimos anos, em resultado do grande volume de actividade comercial e no surgimento de novas infra-estruturas sociais, sustentam a decisão.
O processo, segundo a administradora comunal, já esta em posse dos peritos do Ministério da Administração do Território.
 
À espera de mais investimentos

           
Apesar dos avanços, devido à carência ainda existente em relação a certas infra-estruturas sociais e habitacionais e à degradação das vias terciárias da região, o sector agro-pecuário de Calussinga está longe de proporcionar o bem-estar total à população local. Face a esses condicionalismos, a comuna enfrenta dificuldades para atrair quadros que possam contribuir para o desenvolvimento social e económico da região.
A administradora Faustina Mbundo disse que a única saída para inverter o quadro passa pelo envolvimento dos investidores do sector empresarial privado.
Outro factor constrangedor apontado pela administradora comunal tem a ver com o estado degradado das vias secundárias e terciárias, e com os respectivos pontecos, que inviabilizam o escoamento dos produtos do campo para a cidade.
Com esta situação, referiu, muitos produtos dos camponeses acabam por se deteriorar nos campos de cultivo, causando grandes prejuízos aos produtores.
Conhecida como placa giratória tradicional, a localização estratégica da vila de Calussinga facilita a circulação de pessoas e bens entre as províncias do Huambo, Kwanza-Sul, Malange, Luanda e Bié.
Calussinga situa-se a oeste do Andulo. É limitada a leste pela comuna de Chivaúlo, a este pelo município de Quibala (na província do Kwanza-Sul), a nordeste pela comuna de São Lucas (Kwanza-Sul) e ao sul por Mungo (província do Huambo).
A comuna de Calussinga, com a maioria dos habitantes a dedicar-se à agricultura de subsistência, tem uma superfície de 4.150 quilómetros quadrados. Alberga 168 aldeias e uma população estimada em mais de 80 mil habitantes.

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