Províncias

Campanha agrícola prevê bons resultados

Afonso Belo| Cuito

O director provincial da Agricultura do Bié, Marcolino Rocha Sandemba, assegurou que as autoridades criaram as condições necessárias para que a presente campanha agrícola, lançada sábado, na comuna do Mutumbo, município do Chitembo, atinja bons resultados.

Na localidade do Chitembo onde começou a cultura do arroz foram entregues tractores e outros instrumentos de trabalho
Fotografia: Domingos Cadência

Para isso, as autoridades governamentais prevêem preparar de forma mecanizada 1.800 mil hectares, 200 mil por tracção animal e 145 mil outros manualmente.
Marcolino Sandemba salientou que o sector distribuiu 400 juntas para tracção animal em todos os municípios, com vista a desbravar um hectare e meio em cada dois dias.
Quanto aos meios mecanizados, o director da Agricultura do Bié disse que o parque da mecanização agrícola na província não satisfaz a demanda de cooperativas, de camponeses associados e de agricultores singulares.
Para inverter este quadro, Marcolino Sandemba salientou que foram já feitas solicitações às estruturas centrais e provinciais.
Ainda sábado, procedeu-se ao lançamento da sementeira do arroz a nível do município de Chitembo e a apresentação dos instrumentos de produção como enxadas, catanas, fertilizantes e sementes diversas, que vão ser distribuídos na presente campanha.
O governador em exercício do Bié, José Fernando Tchatuvela, garantiu os apoios solicitados pelos camponeses.
As autoridades do Bié estão a dedicar uma atenção redobrada ao sector da agricultura, para que se cumpra o programa do Executivo na diversificação da economia.“Quanto mais produção diversificada mais produtos do campo se espera, cria-se excedentes para a comercialização e, consequentemente, a população cria novos hábitos alimentares”, refere o responsável.
A administradora municipal adjunta do Chitembo, Celestina Nacomo, adiantou que o lançamento da cultura do arroz no município vai contribuir para que se produza este bem em grande escala, uma vez que a região tem potencial para isso.

Camponeses do Bengo 

A Federação das Associações de Camponeses e Cooperativas Agro-pecuárias (UNACA) na província do Bengo, reunida nesta cidade, na sua II assembleia de balanço e renovação de mandatos, reconduziu Marques Miguel para o cargo de presidente da agremiação para um mandato de cinco anos.
Durante a assembleia, em que participaram 165 delegados dos 2010 provenientes de cinco municípios, foram igualmente conduzidos o vice-presidente e o secretário-geral da UNACA, João Adriano Van-Dúnem e Carvalho João Kuandunga.
O delegados elegeram ainda para o conselho fiscal, Abreu Sebastião Adão (presidente), Eugénio Mateus Congo (vice-presidente), Domingas Adão João (secretária), enquanto a mesa de assembleia-geral foi indicado Francisco Gomes Kito (presidente), António Xavier (vice-presidente) e Maria Odete Barros (secretária-geral) da mesa de assembleia geral.

Comunicado final

Segundo o comunicado final do evento, os participantes pediram ao Executivo  que continue com as políticas de concessão de micro-créditos aos camponeses filiados na UNACA e a expansão do Programa de Aquisição de Produtos Agro-pecuários (PAPAGRO) a todos os municípios da província, bem como a promoção de acções formativas para os camponeses filiados na UNACA. A segunda Assembleia de balanço e renovação de mandatos aprovou também os relatórios de balanço das actividades desenvolvidas no período 2010/2014 e o programa de acção para o quadriénio 2014/2018 com emendas.

Acabar com a pobreza

Na sessão de encerramento, o vice-presidente da Unaca-Confederação, Albano da Silva Lussati, felicitou a nova direcção da UNACA e pediu para que possam exercer o seu mandato com zelo e dedicação.
 Albano da Silva referiu que é possível acabar com a pobreza, quando os camponeses se empenharem fortemente na actividade agrícola, fornecendo produtos aos mercados, tendo aconselhado os camponeses que têm crédito no sentido de reembolsar para contar com outros projectos bancários.
 Uma maior colaboração entre cooperativas e associações de camponeses no sentido de desenvolver a actividade com êxito foi recomendada.
O presidente da direcção reeleito, Marques Miguel, apontou como prioridades a formação de camponeses para o sucesso da actividade agrícola na província.
 O reforço das parcerias com outras instituições do Estado e privados no Bengo, a criação das condições necessárias para o aperfeiçoamento perante a boa gestão das associações e cooperativas agrícolas são outras acções agendadas.
 A UNACA no Bengo controla 15.482 camponeses dos quais 8.136 mulheres e 7.346 homens, distribuídos em 271 organizações de base, cooperativas e associações de camponeses.
 
* Com Angop

Tempo

Multimédia