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Camponeses aperfeiçoam técnicas

José Chaves | Calussinga

Um grupo de 825 membros da Escola na Lavra de Camponeses e respectivos técnicos receberam, na comuna de Calussinga, Andulo, certificados que os habilitam para o exercício de “uma agricultura eficiente”.

Agricultores tiveram bons resultados e conseguem agora colher mais toneladas de cereais
Fotografia: Dombele Bernardo

Na cerimónia, realizada no âmbito do Projecto da Agricultura Familiar Orientada para o Mercado (MOSAP) e da execução da sub-componente da Escola de Campo (ECA), foram igualmente apresentados os resultados dos estudos desenvolvidos e os efeitos nas lavras com camponeses já certificados,  bem como para a troca de experiências com outros actores sociais no domínio agrícola.
O director provincial da Agricultura do Bié recordou que o MOSAP consiste essencialmente na preparação de terra, utilização da tracção animal, transformação de produtos agrícolas, preparação de camponeses e concessão de financiamentos.
Marcolino Sandemba disse estar satisfeito com o processo, pois os camponeses têm apresentado os resultados desejados.
Muitos deles, salientou, que nunca tiveram bons resultados conseguem agora colher mais de 700 quilos de cereais.
No Bié há 311 escolas de campo frequentadas por 1.554 camponeses. O MOSAP promovido pelo Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pesca, destina-se a aumentar a produtividade agrícola nas comunidades rurais com recurso a apoios e à formação dos camponeses.
O projecto, financiado pelo Banco Mundial, Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e pelo Programa de Cooperação e Desenvolvimento (PHRD) do governo japonês, tem como grupo alvo os agricultores com terras entre um e dois hectares sem irrigação com possibilidade de serem expandidas até 2,5 hectares. No Bié está a ser desenvolvido no Chinguar, Camacupa, Catabola e Andulo .
O projecto, que pretende também aumentar a produção de pequenos agricultores do Bié, Huamb, e Malanje, beneficia quase 126 mil famílias.

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