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Camponeses aprendem a escrever

Delfina Victorino | Cuito

Os camponeses da província do Bié vão, a partir de agora, aprender a ler e escrever, com a introdução de um programa de alfabetização nas escolas rurais, anunciou ontem, no Cuito, director provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Marcolino Rocha Sandemba.

Programa de alfabetização nas escolas rurais vai ajudar a desenvolver a actividade agrícola
Fotografia: Edson Fabrício

Segundo previsões oficiais, cerca de três mil camponeses terminam a frequência de cursos de alfabetização todos os anos. O director da Agricultura e Desenvolvimento Rural sublinhou que a região possui terras férteis para o cultivo de cereais e produz em grande escala feijão, arroz, batata rena, legumes,  mandioca,  abacate, entre outros produtos.
“Temos de aproveitar o que de bom a terra nos oferece e investirmos forte na agricultura, o que permitia reduzir as importações”,  garantiu.   No âmbito do processo de diversificação da economia, Marcolino Rocha Sandemba afirmou que a direcção da Agricultura pretende aumentar o número de técnicos agrários com a contribuição das estações de desenvolvimento agrárias em todos os municípios.
 
Milho com boa produção

Um total de 29.350 toneladas de milho foram colhidas pelos camponeses e pequenos agricultores no município da Ganda, província de Benguela, no quadro da campanha agrícola 2015-2016, quantidade considerada satisfatória, disse ontem o responsável local da Estação do Desenvolvimento Agrário (EDA). Manuel Tchitumba considerou satisfatório o rendimento obtido nesse processo, em que foram semeados 25.367 hectares. Quanto à cultura de feijão, acrescentou Manuel Tchitumba,  foram colhidas 10.177 toneladas, numa área de 5.592 hectares, pois a produção foi prejudicada pelo excesso de chuva.
Manuel Tchitumba disse que na produção de horto-leguminosas,  a colheita resultou em 2.995 toneladas de produtos como batata-doce e batata-rena. “Este rendimento é referente ao primeiro trimestre da campanha agrícola 2015-2016, cujo ciclo de produção anual compreende duas épocas, uma  que vai de Outubro a Dezembro e a segunda de Fevereiro a Abril”. Manuel Tchitumba, que prometeu  apresentar os resultados definitivos da colheita, em Junho próximo, referiu que o mau estado de algumas vias de acesso, sobretudo as terciárias, dificultam a transportação dos produtos para o mercado consumidor.
Manuel Tchitumba referiu que as dificuldades na ligação rodoviária verificam-se mais no troço entre a região cafeícola do Munguavolo/Estação Experimental (comuna do Casseque) e Capala-Galileia (Chikuma) e pediu às entidades de direito  para serem disponibilizados  os apoios necessários para o êxito da próxima campanha agrícola.

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