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Casa de devota com imagem da Virgem Maria transformada num santuário de peregrinação

Matias da Costa | Cuito

A casa de dona Maria Teresa, uma religiosa da aldeia de S. José, arredores da Missão Católica de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Vouga, município do Kunhinga, província do Bié, está a ser transformada num centro de adoração, com constantes visitas de peregrinos ao local.

Peregrinos pedem a Deus muita saúde e que sejam libertados dos pecados
Fotografia: João Gomes

A casa de dona Maria Teresa, uma religiosa da aldeia de S. José, arredores da Missão Católica de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Vouga, município do Kunhinga, província do Bié, está a ser transformada num centro de adoração, com constantes visitas de peregrinos ao local.
Este cenário deve-se ao facto de, no passado dia 4 deste mês, pelas 16 horas, quando dona Maria Teresa, de 60 anos, prostrada, sozinha, em seu quarto para a habitual oração do terço sobre um lençol branco notou que, no pano, aparecia uma escritura, ao mesmo tempo que uma imagem, que ela diz ser da Virgem Santíssima, desenhada na parede do quarto.
Assustada com o sucedido, a velha saiu e pediu que a vizinhança da aldeia fosse ao quarto para testemunhar o insólito acontecimento. Estes confirmaram o facto e a partir daquele momento prostraram-se também diante da imagem e do lençol com os escritos (ainda não revelados) para fazer a reza do terço.
Apesar dos seus 60 anos de vida religiosa, a velha Maria Teresa confessou ao Jornal de Angola nunca ter assistido a coisa do género e daí acreditar tratar-se de um sinal milagroso, uma vez que, neste mês dedicado ao Rosário, em que os cristãos católicos aumentam a sua devoção à Mãe de Jesus Cristo, é habitual a reza diária do terço.
Maria Teresa afirmou que antes da oração ungiu-se de água benta proveniente de um morro, sito no município do Cubal, província de Benguela, salientando ser a primeira vez a fazer o uso da referida água.De entre várias testemunhas ouvidas pela imprensa, o chefe de departamento da administração do município, Cipriano Ecolelo, confirmou ter participado da oração e viu a escritura e a imagem. “É um momento único na minha vida, pois os meus próprios olhos viram isso, que não se trata de uma imaginação, muito menos de uma invenção nossa, é sério, por ter acontecido”, revelou.
O administrador adjunto do Kunhinga, António Ndandula, disse que o facto espantou os munícipes, daí que dezenas de pessoas continuem a afluir à casa de dona Maria Teresa, para prestar culto à imagem estampada na parede do quarto desta e ao pano branco com escritas sagradas, por acreditarem que o lugar é um espaço sagrado.
O vigário da Missão de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, padre João Leão, considera o facto de inédito nos nossos dias, mas fala de uma visão ou realidade extra-humana, em que se deve compreender apenas na base da fé.
O religioso sublinhou que o acontecimento está a girar em torno dos cidadãos da aldeia, o que faz com que os mesmos recorram ao local para adorar a imagem. Fruto disso, a Igreja local está a acompanhar os testemunhos das pessoas, associando dados recolhidos, para posteriormente formalizar uma opinião.
O reverendo referiu que, de momento, a atitude da Igreja Católica local vai limitar-se ao acompanhamento do caso, tendo garantido que brevemente vai ser emitida uma informação oficial à sociedade.

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