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Casos de violência aumentam

Lourenço Bule | Menongue Matias da Costa |Cuito

O secretariado da Organização da Mulher Angolana (OMA) no Cuando Cubango defende a promoção do diálogo permanente nas famílias e a realização de palestras nas comunidades, como uma das vias para reduzir os índices de violência doméstica.

Organizações insistem na realização de palestras e debates sobre os valores cívicos e morais
Fotografia: Afp

Durante uma visita efectuada na sexta-feira à Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher, foi revelado que desde Janeiro do corrente ano registaram-se 544 casos de violência doméstica, razão pelas qual a OMA insiste na realização de palestras sobre os valores cívicos e morais.
Dos 544 casos de violência doméstica reportados à delegação da OMA, 140 foram resolvidos de forma pacífica, 74 resultaram em divórcio, 17 chegaram ao conhecimento da Procuradoria-Geral da República, 12 ao Serviço de Investigação Criminal, 13 à Justiça Militar e 287 continuam pendentes.  
Durante o período em análise, 92 mulheres e 36 homens apresentaram queixa à Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher, destacando-se 29 casos de ameaças de morte, 20 ocorrências de desalojamento compulsivo, 18 de fuga à paternidade, 21 de abandono de lar, 24 de ofensas morais e corporais, quatro de cárcere privado e igual número de natureza económica.
As referidas ocorrências tiveram maior incidência nos municípios de Menongue, Mavinga e Cuangar.
A Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher recebe diariamente, em média, seis casos, com maior relevância a fuga à paternidade.

Situação alarmante no Bié


A violência doméstica na província do Bié é um problema social preocupante, com os números a revelarem uma subida para 610 casos, mais 50 em relação ao ano transacto.  Ao discursar sexta-feira no encerramento das jornadas de activismo contra a violência doméstica, o chefe de departamento de aconselhamento familiar da Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher, Carlos Jamba, apontou a violência física e a fuga à paternidade como os caos mais frequentes.
O departamento de aconselhamento familiar continua a desenvolver uma série de acções, mais ainda assim os números são preocupantes.  O chefe de departamento apontou o contexto sócio-económico e o desemprego como factores que contribuem para o aumento de casos.

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