Províncias

Centros de Acção Social com muitas dificuldades

João Constantino

A falta de técnicos, dinheiro e meios de trabalho estão a dificultar o pleno funcionamento dos Centros de Acção Social Integrados (CASI) nos municípios de Catabola e Chinguar, na provincial do Bié, abertos no passado mês de Junho, segundo um comunicado da instituição.

Ângulo do Cuito onde famílias vulneráveis são registadas
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

A formação dos activistas em matérias ligadas à informação e gestão do Sistema de Acção Social, falta de internet para inserção de dados no Sistema de Informação e Gestão da Acção Social (SIGAS) são, igualmente, apontadas como as principais dificuldades, a par da falta de cartas ou guias dos serviços actualizados das comunas e a formalização dos mecanismos de abastecimento de meios.
A nota dá a conhecer que o projecto foi financiado pelo UNICEF com 32 milhões de euros, que ainda não estão disponíveis para a gestão dos CASI nos referidos municípios, o que faz com que dos 19 projectos identificados, apenas em cinco estão a ser criados jangos comunitários, redes de protecção da criança e de saneamento total liderado pela comunidade.
Dados provisórios apontam para o registo de 1.573 pessoas em situação de vulnerabilidade no município do Chinguar, das quais 779 idosos a necessitarem de atendimento alimentar urgente. No município de Catabola, o CASI tem registadas 2.271 pessoas, das quais 1.119 são crianças registadas à nascença.
O documento do Gabinete Provincial da Acção Social Família e Igualdade do Género recomenda às Administrações Municipais a fazer contratos com fornecedores de combustíveis e derivados. Quanto aos técnicos, o referido documento recomenda a formação intensiva em informática na óptica do utilizador.
A reabilitação dos CASI e a solução pontual das dificuldades, como salário dos activistas e ajudas de custo para as equipas municipais, bem como a manutenção das viaturas e motorizadas constam das recomendações.

Tempo

Multimédia