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Chuva desaloja famílias

José Chaves | Andulo

As intensas chuvas acompanhadas de ventos fortes que se abateram nos últimos dias sobre o Andulo, na província do Bié, destruíram 83 casas de construção precária (adobe e pau a pique), deixando ao relento igual número de famílias, segundo o porta-voz do comando municipal da Polícia Nacional. 

Ernesto Canganjo acrescentou que  as fortes chuvas provocaram também a destruição de uma igreja e o derrube de várias árvores nas artérias da cidade do Andulo.
O porta-voz do comando municipal da Polícia Nacional afirmou que os bairros Económico, Chivili , Canana, Seabra, Cariongo, Silva e Agostinho Neto foram os mais afectadas.
Segundo Ernesto Canganjo, devido à insuficiência de meios por parte dos serviços locais de Protecção Civil, as autoridades da província e as estruturas centrais estão a trabalhar no sentido de garantir o apoio necessário às populações sinistradas, que precisam fundamentalmente de comida e de material de construção.
“Já enviámos a mensagem às estruturas centrais para que, em conjunto com o Governo Provincial, se encontre uma solução imediata para resolver o problema da população desabrigada, com a distribuição, numa primeira fase, de chapas de zinco” assegurou o responsável.
Ernesto Canganjo informou que os responsáveis da Administração Municipal estão a envidar esforços para se tomar providências que façam com que a chuva deixe de causar desastres.
O porta-voz do comando municipal da Polícia Nacional  defendeu a necessidade de se “apetrechar a logística local com a aquisição de meios como chapas de zinco, cobertores e produtos alimentares, para assistir as pessoas afectadas pelas fortes chuvas que se abatem sobre a região”.
Os trabalhos continuam no local, visando saber o número exacto das residências destruídas pelas chuvas e encontrar solução para apoiar as famílias sinistradas. Aconselhou a população para deixar de construir em áreas de risco, para não colocar as suas vidas em perigo.

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