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Chuvas e vento forte no Bié matam e destroem habitações

Afonso Belo|Kuito

Na província do Bié quatro pessoas morreram e 406 casas desabaram na sequência das fortes chuvas e ventos que se abatem sobre a região desde 10 de Janeiro, segundo o coordenador da Comissão Provincial de Protecção Civil, José Pinto.

Intensidade das chuvas em algumas zonas do país está a provocar estragos
Fotografia: Santos Pedro

Na província do Bié quatro pessoas morreram e 406 casas desabaram na sequência das fortes chuvas e ventos que se abatem sobre a região desde 10 de Janeiro, segundo o coordenador da Comissão Provincial de Protecção Civil, José Pinto. Informou que 75 casas desabaram no município da Nharea , 25 em Katabola, 42 na comuna de Cachingues, no município do Chitembo e 22 no município de Camacupa.
António Vicoti e a sua família de nove membros estão desalojados. A casa onde viviam desabou, no bairro Chissindo, arredores do Kuito. A numerosa família vive num quarto cedido pelo vizinho e pede apoios.
António Vicoti afirmou que na hora de dormir é muito difícil arranjar espaço para tanta gente.
José Pinto revelou que a Comissão Provincial de Protecção Civil considera zonas de risco as áreas do  Chissindo, Kamalaia, bairros periféricos da cidade do Kuito e a comuna do Kunje, localizada sete quilómetros a norte da capital provincial. O grande problema, dizem as autoridades, são as construções anárquicas. As pessoas fazem casas em locais perigosos, sem o consentimento das autoridades administrativas e com o material local, que é muito débil.
O responsável da Comissão Provincial de Protecção Civil afirmou que nos últimos dias a comissão recebeu 18 famílias num total de 51 pessoas provenientes da Zâmbia e do Congo Democrático.
José Pinto informou que os deslocados receberam colchões, cobertores, mosquiteiros, tendas, utensílios de cozinha e outros meios de primeira necessidade.  

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