Províncias

Chuvas provocam dezenas de mortes

Delfina Victorino | Cuito

Um total de 15 mortos, oito feridos e a destruição de 1.669 infra-estruturas, incluindo 24 escolas, é o resultado das consequências das chuvas que se abateram durante o último trimestre deste ano no Bié.

Um total de 15 mortos, oito feridos e a destruição de 1.669 infra-estruturas, incluindo 24 escolas, é o resultado das consequências das chuvas que se abateram durante o último trimestre deste ano no Bié.
Fruto desta situação, de acordo com o responsável da comissão provincial para a Protecção Civil, José Pinto, que prestou na terça-feira a informação, 8.330 pessoas vivem em situação difícil de habitabilidade.
Quatro postes de alta tensão e seus respectivos candeeiros desactivados e uma residência arderam fruto de uma descarga eléctrica, na aldeia da Calalavela, na comuna do Umpulo, município de Kamacupa.
Os bairros periféricos foram os que mais sofreram com as calamidades naturais, abrangendo igrejas e o comité comunal do MPLA, no Umpulo, disse José Pinto.
De momento, as pessoas que ficaram com as residências sem tecto e com paredes destruídas são as que estão a merecer maior apoio, enquanto as restantes famílias que tiveram as casas com menos problemas vão receber chapas de zinco e outros materiais rudimentares.
José Pinto esclareceu que, após a paralisação das chuvas, as comissões municipais de Protecção Civil vão trabalhar na sensibilização da população para que se saia das zonas de risco, pelo facto de serem áreas de escoamento das águas fluviais.
O coordenador da comissão provincial para a Protecção Civil disse que estão igualmente a definir as formas para apoiar as famílias afectadas e baixar mecanismos e orientações de actuação.
De acordo com orientações do governo local, as administrações municipais deverão traçar programas de sensibilização da população sobre as melhores formas de construírem as residências para evitar consequências do género.
As administrações foram ainda orientadas a criar centros de acolhimento para acomodar pessoas que venham a ser afectadas por calamidades do género, com mínimas condições aceitáveis de habitabilidade.
Nos arredores das grandes concentrações populacionais, as administrações também vão ser obrigadas a criar cortinas de vento, uma acção que contará com a colaboração da direcção provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural, que está já a sensibilizar a população para participar nas campanhas de plantação de árvores. A direcção provincial da  Agricultura e Desenvolvimento Rural vai também criar mecanismos para punir as pessoas que se dedicam ao abate indiscriminado de árvores, para fazer carvão.

Tempo

Multimédia