Províncias

Colheitas melhoram com escolas de campo

Afonso Belo e Sérgio V. Dias | Cuito

Os conhecimentos que os camponeses adquirem nas escolas de campo estão a ajudar, em grande medida, a melhorar a safra da presente campanha agrícola na província do Bié, considerou o coordenador das instituições de formação.

Camponeses adquiriram vários conhecimentos que tem ajudado na sua actividade diária
Fotografia: Santos Pedro

Cipriano Etande explicou ao Jornal de Angola que as escolas de campo são lugares sem paredes, onde os camponeses se encontram semanalmente para a­prenderem novas técnicas para a produção agropecuária.
Tendo em conta as previsões, espera-se uma colheita de grandes quantidades na presente campanha agrícola, referiu, embora sem adiantar números concretos para já.
Nos encontros, acrescentou o coordenador, são abordadas matérias relativas ao cultivo dos produtos da região, desde a sementeira, manuseio durante o crescimento, colheita e armazenamento.
Os camponeses adquirem igualmente conhecimentos da gestão dos solos, sua conservação e rentabilidade através de diferentes métodos de rotatividade de produtos a cultivar em épocas distintas, esclareceu Cipriano Etande.
A par disso, também aprendem a ler e a escrever, as formas de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e da malária, e abordam a importância da higiene pessoal e dos lares, entre outros assuntos.
Cipriano Etande explicou que os homens do campo, por regra, agrupam-se entre 20 a 30 elementos, que posteriormente podem evoluir para associações ou cooperativas agrícolas.
As escolas de campo no Bié já estão instaladas em todos os municípios e comunas do interior da província e são frequentadas na sua maioria por mulheres, que demonstram não ter complexos de inferioridade, ao expõem as suas opiniões sobre o desenvolvimento e bem-estar das famílias.

Tempo

Multimédia