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Construídas casas para desfavorecidos

Delfina Victorino| Cuito

A directora provincial da Assistência e Reinserção Social (MINARS) do Bié, Angélica Gonçalves, informou ontem que cerca de 50 casas foram construídas com materiais rudimentares, na comuna de Sande, município de Catabola, para acolher cidadãos desfavorecidos que perderam as suas residências durante o conflito armado.

Os beneficiários que abandonaram as suas casas por suspeita de invasão das mesmas por animais ferozes estão a receber chapas
Fotografia: Jornal de Angola

A directora provincial da Assistência e Reinserção Social (MINARS) do Bié, Angélica Gonçalves, informou ontem que cerca de 50 casas foram construídas com materiais rudimentares, na comuna de Sande, município de Catabola, para acolher cidadãos desfavorecidos que perderam as suas residências durante o conflito armado.
Angélica Gonçalves disse que a instituição está igualmente a ajudar 40 pessoas da comuna de Malengue, município de Chitembo.
Os beneficiários, que abandonaram as suas casas por suspeita de invasão das mesmas por animais ferozes, estão a receber chapas de zinco e outros materiais para facilitar a construção das referidas residências.
A directora do MINARS disse que, em colaboração com as administrações municipais, uma escola primária e um posto de saúde estão a ser construídos em benefício da população da localidade.
Angélica Gonçalves aclarou que a nível do governo local está prevista a construção de um centro infantil e outro comunitário para albergar pessoas deficientes para a formação profissional. A par destes empreendimentos, quatro centros comunitários, sendo dois infantis, um artesanal e de formação profissional, estão em fase final da sua construção, na cidade do Cuito.
O objectivo, segundo a responsável da Assistência e Reinserção Social, é albergar crianças e adultos em idade escolar e profissional.


Área social merece atenção


A directora provincial disse que a situação social no Bié não é dramática, mas é necessária uma atenção especial do governo e de outras instituições da sociedade. Apenas dois especialistas em educação social estão integrados no MINARS e daí a aposta na formação de quadros para o atendimento dos utentes dessa área.
A directora local do MINARS disse que foram seleccionadas cinco educadoras, que são vigilantes de infância, para o curso de formação para formadores, num processo contínuo, no sentido destas aperfeiçoarem e transmitirem os conhecimentos aos restantes colegas da província.


Apoio a doentes de lepra


Angélica Gonçalves disse que 46 pessoas idosas, incluindo 42 portadoras de deficiências causadas pela lepra, em situação de extrema vulnerabilidade, estão sob controlo da direcção provincial do Ministério da Assistência e Reinserção Social.
Quanto à situação médica e medicamentosa, alimentar, vestuário e apoio moral, a responsável disse que os idosos vivem actualmente em condições mínimas, tendo em conta a pequena dimensão da estrutura actual.
Angélica Gonçalves referiu que a maior parte dos idosos existentes no actual lar de Cangalo, no município do Cuito, foi ali parar em resultado de conflitos ocorridos na localidade.
As dificuldades financeiras e sociais, como a marginalização, exclusão, acusações de feitiçaria, agressões físicas, homicídios e expulsão do seio familiar e da comunidade também levaram os mais velhos aos referidos lares.
A responsável salientou que alguns idosos estão a praticar a actividade agrícola, artesanato, alfaiataria, sapataria e olaria para aperfeiçoarem as suas habilidades e garantir o seu sustento, alías é assim que tem de ser. A província do Bié possui, pelo menos, 12 residências gémeas que albergam os idosos desfavorecidos, além de outras 16 que acolhem os doentes de lepra e seus filhos. A falta de creches, na cidade do Cuito, é o principal motivo para a construção de tais infra-estruturas, no sentido de ajudar as crianças desamparadas e filhos de trabalhadores.
Angélica Gonçalves salientou que no município de Catabola está a ser erguido um centro com conclusão prevista para este ano. Este programa, que visa a diminuição de crianças desamparadas, vai continuar.
O MINARS presta igualmente apoio aos centros religiosos das igrejas Católica, Evangélica Congregacional e dos Irmãos em Angola, que encontram, às vezes, dificuldades no funcionamento das instituições de caridade.

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