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Crianças que estavam perdidas voltaram ao seio familiar no Bié

A Direcção Provincial da Assistência e Reinserção Social no Bié devolveu às suas famílias 130 crianças, dos três aos dez anos, de Janeiro a Novembro deste ano, na cidade do Cuito.

De Janeiro a Novembro do ano em curso mais de 100 crianças que viviam na rua voltaram a ser inseridas no seio familiar
Fotografia: Casimiro José

A Direcção Provincial da Assistência e Reinserção Social no Bié devolveu às suas famílias 130 crianças, dos três aos dez anos, de Janeiro a Novembro deste ano, na cidade do Cuito.
A directora provincial, Angélica Benvinda Gomes da Cunha Pinto, frisou que os menores reintegrados, na sua maioria, estavam perdidos ou decidiram viver na rua.
Angélica Pinto referiu que enquanto se efectua a localização dos familiares, as crianças são alojadas num lar infantil entregues aos cuidados de assistentes sociais.
Angélica Pinto manifestou a sua preocupação pelo facto dos pais e encarregados de educação permitirem que crianças cuidem de outras mais pequenas. Outra preocupação tem a ver com o elevado número de crianças que abandonam os lares para viverem nas ruas, onde fazem pequenos serviços para ganharem algum dinheiro.
A directora provincial da Assistência e Reinserção Social no Bié apontou a irresponsabilidade dos adultos como principais causas que levam as crianças a fugir de casa. Nas ruas do Cuito dão vistos grupos de rapazes com idades entre os nove e os 18 anos a consumirem bebidas alcoólicas e drogas.
A Direcção Provincial da Assistência e Reinserção Social no Bié conta com o apoio dos órgãos policiais, da comunicação social, igrejas, autoridades tradicionais e associações juvenis na localização dos familiares.
A província possui apenas um único lar infantil, na cidade do Cuito, que alberga crianças e jovens de famílias vulneráveis, enquanto nos municípios do interior, os desaparecidos são acolhidos pelas secções locais da Família e Promoção da Mulher.

Acesso ao crédito

A directora da Família e Promoção da Mulher no Bié, Ana Bela Caiovo Ngunga, apelou às instituições bancárias sedeadas na província, para facilitarem o acesso ao crédito bancário às mulheres associadas, visando contribuir para a melhoria da qualidade de vida das famílias.
Sem adiantar o número de associações de mulheres vendedoras ambulantes, camponesas ou comerciantes, sublinhou que o acesso ao crédito permite que elas realizem actividades de forma mais organizada e responsável, em vez das tarefas que desempenham actualmente com muito sacrifício e pouco dignificantes.
Deu ainda a conhecer que a instituição trabalha junto dos bancos, essencialmente, o Banco de Poupança e Crédito (BPC) e o Banco Sol, no sentido de facilitar as modalidades de atendimento, na selecção das associações, taxas de juros, prazo de reembolso e outros mecanismos.
Chamou ainda a atenção das mulheres associadas a manterem confiança entre elas, sublinhando que a desconfiança no seio das associações tem contribuído para o fracasso das actividades que desenvolvem, chegando a influenciar negativamente no processo de reembolso do dinheiro por parte das beneficiadas. No Bié, frisou Ana Bela Caiovo Ngunga, são já notórios os investimentos singulares e de associações resultantes de financiamentos disponibilizados pelos Banco de Poupança e Crédito (BPC), Banco de Fomento Angola (BFA), Banco Africano de Investimentos (BAI) Banco Internacional e Crédito (BIC), Banco Sol e Millennium Angola.

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