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Defendidas mudanças na reforma educativa

Afonso Belo | Cuito

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação, Cultura, Desporto e Comunicação Social do Bié defendeu, no Cuito, mudanças no sistema de ensino e aprendizagem nas classes abrangidas pela reforma educativa.

Sindicalista diz que as 5ª e 6ª classes são as mais penalizadas pela mono docência
Fotografia: Kindala Manuel |

Fernando Francisco, que falava à imprensa, disse serem a 5ª e a 6ª classe as mais penalizadas pela mono docência. O sindicalista afirmou que cada turma deve ter dois professores por turma, um para as disciplinas das ciências exactas e outro para as áreas sociais e da natureza.
O sector da Educação, referiu, é como um celeiro de onde saem profissionais para todos os sectores de actividades e por essa razão há necessidade de se acautelar alguns problemas que afligem o sistema de ensino. “Só pode haver riquezas com elementos preparados e que dominem as tecnologias para explorar e transformar os recursos naturais que o país possui”, salientou.
A falta de professores nas comunas, regedorias e aldeias de difícil acesso, advertiu, pode afectar o normal funcionamento do sector e o cumprimento dos objectivos do Executivo de acabar com o analfabetismo. Também lembrou que a falta de professores dificulta o processo de redução de crianças em idade escolar fora do sistema.
O sindicato, disse, está igualmente preocupado com o enquadramento de funcionários na segurança social e a atribuição de subsídios de chefia, assuntos que devem ser tratados com “a entidade empregadora”.
Fernando Francisco realçou a importância do papel dos inspectores escolares no auxílio às acções programadas e denunciando os incumpridores.

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