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Ensino da língua umbundo é positivo no curso superior

Delfina Victorino | Cuito

A inserção da língua nacional umbundo a nível da Escola Superior Pedagógica (ESP) do Bié, como disciplina lectiva, já está a surtir os seus efeitos, no âmbito do processo de aprendizagem dos estudantes, considerou, na cidade do Cuito, o director da instituição académica.

Alfredo de Jesus Paulo referiu que o ensino do umbundo, na Escola Superior Politécnica do Bié, está assegurado há três anos, visando a valorização e a intensificação da aprendizagem ligada à cultura do país.
Disse que durante o início do ensino houve algumas dificuldades na escrita e na fala por parte de alguns estudantes, na sua maioria pessoas que nunca tinham tido contacto regular com a língua nacional umbundo.
A Escola Superior Pedagógica possui docentes colaboradores para as disciplinas de Umbundo, Química e Língua Portuguesa, devido à complexidade das mesmas, avançou Alfredo de Jesus Paulo.
Neste momento, a instituição alberga estudantes provenientes de várias escolas e, fruto de algumas debilidades existentes no ensino primário, foi necessária a implementação dos cursos de educação primária e pré-escolar, para minimizar as debilidades na base. O director da Escola Superior Pedagógica do Bié esclareceu que a disciplina de Língua Umbundo foi implementada tendo em conta o resgate dos valores morais e culturais, bem como pela predominância da população que reside nesta região do país.
Alfredo de Jesus Paulo avançou que a instituição está a ministrar os cursos de Psicologia, Educação Pré-escolar e Primária, Física, Matemática e Geografia, com aulas asseguradas por 75 docentes nacionais e estrangeiros.
Em relação aos docentes estrangeiros, o director avançou que a Escola Superior Pedagógica conta com 23 de nacionalidade cubana e quatro vietnamitas.
Alfredo  Paulo salientou ainda que o principal objectivo da instituição do ensino superior é formar docentes que respondam às exigências sociais que a região apresenta e suprir as dificuldades educativas existentes.
O director lamentou o facto de muitas escolas não incluírem nas monografias dos estudantes temas que abordem os problemas que as próprias instituições enfrentam no seu quotidiano. Até agora, a instituição já colocou no mercado de trabalho mais de 200 licenciados em diversos cursos.

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