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Ensino primário e secundário têm mais salas de aula no Bié

Matias da Costa | Cuito

Por ano, o Governo Provincial do Bié vai construir um total de 60 salas de aula, para acolher alunos dos ensinos primário e secundário, no quadro de um programa gizado para uma década, anunciou ontem o governador Boavida Neto.

Objectivo das autoridades é fazer com que cada sala tenha menos de 40 alunos
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

Com base no programa estruturante, o governador provincial avançou que o Bié vai dispor de 600 novas salas de aula, que devem albergar, cada, mais ou menos 40 alunos, ao longo dos dez anos.
Boavida Neto disse que as autoridades estão preocupadas com as infra-estruturas escolares da província, daí a execução do programa, que serve para minimizar as dificuldades que o sector enfrenta ainda actualmente.
O governador avançou que estão programadas várias acções de melhoria das condições de vida da população, fundamentalmente no ramo da Saúde e da Educação, neste último, em que se pretende enquadrar um maior número de menores ainda fora do sistema de ensino. Boavida Neto afirma não haver correspondência de vagas nas escolas para alunos iniciais e para aqueles que procuram dar sequência aos estudos nos diferentes níveis de ensino. Esta situação deixa números bastante elevados de crianças fora do sistema de ensino, com predominância nas famílias vulneráveis.
O responsável acrescentou que o programa de alfabetização e aceleração escolar tem benefícios a longo prazo, caso se construam mais salas de aula e se enquadre mais professores no sistema.

Formação profissional

Mais de 170 jovens foram formados em diversas especialidades, desde Janeiro até a data presentes, no Centro de Formação Socioprofissional do município do Cuito (Bié), e estão disponíveis para o mercado de trabalho, informou o chefe dos serviços do INEFOP em exercício, Filipe Paquissi.
No ano passado, acrescentou, o município do Cuito formou cerca de 400 jovens, em diversas especialidades.
Sublinhou que dos formados, 52 são do curso de Informática, igual número em Corte e Costura, enquanto os cursos de Pastelaria, Culinária e Decoração contaram  com 25 jovens cada, salientando que os formados estão aptos para exercerem a profissão e contribuírem para o desenvolvimento da província.
Actualmente, estão em formação 422 jovens no Centro de Formação Profissional do município do Cuito: 30 no curso de Pedreiro, 12 em Bate-chapa, Canalização, Electricidade e Decoração, com 50 cada, Informática 72, Culinária 52, Electrónica, Pastelaria e Serralharia com 25 cada, Mecânica-auto 20 e Pintura-auto 11.
Apelou aos jovens para procurarem os centros de artes e ofícios no Cuito e não só, a fim de obterem um curso profissional, que os habilite para o mercado de trabalho. A formação profissional ajuda no fomento do auto-emprego e reduz comportamentos nocivos por parte da juventude, tendo em conta a ocupação de forma útil destes, nos locais de trabalho.

Obras paralisadas

Pelo menos, 21 projectos sociais, dos 63 paralisados, por insuficiência de verbas, vão merecer por parte do Governo Provincial do Bié uma reavaliação orçamental, para que as empresas possam concluir os trabalhos.
O vice-governador para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas, José Tchatuvela, que falava durante a primeira reunião técnica do governo provincial com as administrações municipais, disse estarem em discussão as formas para se mitigar os números elevados de acções paralisadas.
José Tchatuvela acrescenta que muitas empreitadas se encontram paralisadas não por falta de incumprimento do orçamento, mas devido a inflação que se regista nos preços dos produtos. “Há empresas com contratos pagos na efectividade, mas o mercado inflacionário impossibilitou-as de terminarem os projectos quer sociais, quer económicos”, explicou o vice-governador da província do Bié.
Acrescentou que os recursos disponíveis nas contas das empresas construtoras já não cobrem os custos dos projectos e merecem uma correcção monetária.
José Tchatuvela salienta que uma das opções encontrada para o arranque de algumas obras tem a ver com a redução da carga de direitos de serviços a realizar, embora se mantenha o objecto de funcionalidade das infra-estruturas.
De acordo com o vice-governador, as empresas com alguma folga financeira devem concluir, até o primeiro trimestre do próximo ano, as 21 acções.
Quando às empresas com sérias dificuldades e com contratos pagos na totalidade, o vice-governador do Bié disse que estão a ser accionados processos de rescisão dos acordos e serão responsabilizadas criminalmente.

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